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21/08 - UFJF divulga resultado dos pedidos de isenção para o Pism 2020
De acordo com a UFJF, foram aceitos mais de 13 mil pedidos para esta edição. Pism ocorre nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro na Universidade Federal de Juiz de Fora UFJF/Divulgação A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nesta quarta-feira (21) o resultado dos pedidos de isenção para o Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) 2020. De acordo com a UFJF, do total de pedidos de isenção, 13.143 foram deferidos e 1.542 indeferidos. No dia 12 de agosto, o G1 mostrou que cresceu mais de 20% o número de pedidos de isenção para o Pism 2020. Os alunos que tiveram os pedidos aceitos já estão devidamente inscritos no processo seletivo e devem apenas aguardar a emissão do comprovante definitivo de inscrição, que vai ser liberado na na Área do Candidato a partir das 15h do dia 19 de novembro. Já o candidato que teve o pedido negado precisa gerar a Guia de Recolhimento da União (GRU), na Área do Candidato, e pagar a taxa de inscrição, no valor de R$ 120 até o dia 27 de agosto, para que a inscrição no Pism seja deferida. As inscrições para o Pism 2020 segue até o dia 26 de agosto. Para se inscrever, o aluno deve cadastrar-se na Área do Candidato, informando CPF próprio. O Pism ocorre nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro.
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21/08 - Ataque com machadinha deixa alunos e professora feridos em escola do RS
Segundo a Secretaria de Educação, criminoso é um adolescente que fugiu e está sendo procurado. Pelo menos seis alunos e uma professora ficaram feridos sem gravidade, segundo a Polícia Civil. Escola onde aconteceu o ataque em Charqueadas Léo Saballa Jr/RBS TV Um ataque ao Instituto Estadual Educacional Assis Chateaubriand, em Charqueadas, na região metropolitana de Porto Alegre, deixou pelo menos seis alunos e uma professora feridos no começo da tarde desta quarta-feira (21). O criminoso, que usou uma machadinha, é um adolescente, informou a Secretaria Estadual de Educação. De acordo com a Brigada Militar, ele fugiu e está sendo procurado. A Polícia Civil acrescentou que as vítimas não tiveram ferimentos graves e foram encaminhadas ao Hospital de Charqueadas, que informou que elas não correm riscos. Os alunos feridos são: dois meninos e uma menina de 14 anos; uma menina de 13 anos; e duas meninas de 12 anos. Segundo a Secretaria de Educação, a direção da escola disse que o adolescente, que não seria aluno da instituição, também usou um coquetel molotov no ataque. Bombeiros e Brigada Militar nas imediações do Instituto Estadual Educacional Assis Chateaurbriand, em Charqueadas (RS), nesta quarta-feira (21) Meta Notícias O delegado Marco Aurélio Schalmes, da Polícia Civil de Charqueadas, afirmou ao G1 que o criminoso entrou pelos fundos do colégio e foi direto para uma das salas de aula. Lá, lançou o coquetel molotov, que não chegou a ferir ninguém, e em seguida passou a golpear alunos com uma machadinha. Ainda segundo o delegado, um professor de educação física percebeu a movimentação e entrou na sala. Ele, então, conseguiu imobilizar e desarmar o criminoso, que no entanto conseguiu se desvencilhar e fugiu pulando um muro na parte da frente da escola. Após o ataque, Bombeiros e BM foram até o local. Até a última atualização desta reportagem, a Secretaria disse que estava se deslocando para lá. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), informou que o vice, Ranolfo Vieira Júnior, também estava a caminho do colégio. Massacre em Suzano Em 13 de março, um adolescente e um jovem encapuzados atacaram a Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), e mataram sete pessoas, sendo cinco alunos e duas funcionárias do colégio. Em seguida, um dos assassinos atirou no comparsa e, então, se suicidou. Pouco antes do massacre, a dupla havia matado o proprietário de uma loja da região. Os criminosos eram ex-alunos do colégio.
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21/08 - Candidato mais votado para a reitoria da UFC lamenta escolha de Bolsonaro: 'a voz da universidade não foi respeitada'
Custódio de Almeida diz que ainda não entendeu a nomeação do advogado e professor Cândido Albuquerque para o cargo de reitor. Além de vice-reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Custódio atualmente leciona no curso de filosofia Divulgação UFC Escolhido pela maioria da comunidade acadêmica da Universidade Federal do Ceará (UFC) para a reitoria, o professor Custódio Luís Silva de Almeida lamentou “profundamente” a decisão do presidente Jair Bolsonaro de nomear o advogado e professor Cândido Albuquerque para o cargo, o menos votado em consulta popular. Para Custódio, que está deixando a vice-reitoria, a decisão foi uma “quebra de tradição” na universidade. O professor do curso de filosofia da UFC, em entrevista ao G1, afirmou que a opinião de professores, servidores e estudantes não foi respeitada. “A minha lamentação não é pessoal, é pela UFC. A minha candidatura foi pelo público e pelo coletivo. É triste porque a voz da universidade não foi respeitada”, afirmou o docente, que nesta semana finaliza os trabalhos no gabinete da vice-reitoria. Custódio relata ter recebido a notícia com surpresa, principalmente pela diferença no número de votos recebidos entre ele e o reitor nomeado, Cândido Albuquerque, na consulta pública realizada em maio deste ano. Almeida recebeu 7.772 votos, enquanto o novo reitor teve 610. “De fato foi uma escolha que gerou revolta na comunidade universitária, principalmente porque o resultado da eleição foi muito discrepante. A diferença de votos foi muito grande”, comenta. Sobre não ter sido escolhido, o ex-vice-reitor afirma que ainda está “buscando algum tipo de explicação” para a decisão do presidente, anunciada na última segunda-feira (19). “Não tenho nenhuma ideia do motivo da escolha, ainda estou buscando algum tipo de explicação. Eu tenho um currículo completamente compatível com o cargo de reitor. Não há absolutamente nada que desabone meu nome”, ponderou Custódio, que já foi pró-reitor e era o vice-reitor da gestão de Henry Campos. Articulação Mesmo sem detalhes sobre os motivos da decisão do Palácio do Planalto, Custódio afirma que o reitor escolhido fez “articulações em Brasília”. “Obviamente eu sei que professor Cândido Albuquerque fez investidas e articulações políticas e empresariais em Brasília”, comenta. Nessa última terça-feira (20), Cândido Albuquerque afirmou que não foi “indicado para ser líder político”. Entre as prioridades da gestão, disse que pretende rever o processo eleitoral para a reitoria. Segundo Custódio Almeida, os próximos quatro anos da nova gestão serão desafiadores. “É um mandato que vai prejudicar a universidade e seus fluxos. Os movimentos organizados já estão se pronunciando. E não só os organizados, são todos os professores e alunos da universidade que, de fato, se sentem desrespeitados e sentem um anseio muito grande pelo que está por vir”, pondera. Professor de filosofia, Custódio afirmou que seguirá “fazendo o mesmo trabalho”, ainda que fora da gestão da universidade. “Nunca deixei de dar aula, nunca deixei de orientar aluno, e vou continuar defendendo a liberdade de pensamento na UFC. Sempre defendi a educação pública e autonomia acadêmica. Entendo que a universidade pode e deve ser um grande farol de referência”.
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21/08 - Cientista da UFMG, vencedora de prêmio internacional apoiado pela Unesco, pensa em sair do país por ameaça de cortes do CNPq
‘Está um caos’, disse a professora Angélica Vieira que coordena estudo de combate a superbactérias resistentes a antibióticos. Professora Angélica Vieira está entre as vencedoras do prêmio Mulheres na Ciência. Angélica Vieira/Arquivo pessoal G1 no BDMG: Cientista premiada da UFMG pensa em sair do país por ameaça de cortes do CNPq Com a possibilidade de não haver repasse para bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em setembro, várias pesquisas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) podem ficar paralisadas já no mês que vem. Uma delas é coordenada pela professora Angélica Vieira, uma das vencedoras da edição de 2018 do prêmio ‘“Para Mulheres na Ciência”, realizado pela L’Oréal Brasil em parceria com a UNESCO e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). O CNPq anunciou no dia 15 de agosto que suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa. O Ministério da Ciência e Tecnologia também admitiu que há risco de que as bolsas fiquem sem pagamento em setembro. Possível corte de bolsas do CNPq ameaça pesquisa da UFMG de combate ao vírus da dengue “Eu tenho pensado em sair do Brasil para continuar a pesquisa. Se eu não sair, provavelmente os avanços serão feitos por colegas de outros países. É uma perda imensa para a ciência no Brasil. Trabalho jogado fora”, disse a professora que coordena uma pesquisa que estuda os efeitos da alimentação saudável no combate à chamada “superbactéria” , resistente a antibióticos. De acordo com ela, metade dos alunos que trabalham no laboratório são bolsistas do CNPq. “Está um caos. Só no meu grupo são três os que tem dedicação exclusiva. Estamos desesperados”, disse a cientista. Além dos alunos, a professora também teve recursos do CNPq aprovados. Porém, não recebe a verba há oito meses. “Nós estávamos sobrevivendo com a bolsa do prêmio, que é de R$50 mil. Porém, ela já acabou. A gente também tem recursos aprovados pela Fapemig, mas não recebemos há um ano”, contou ela. A Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) suspendeu parte dos recursos em fevereiro por causa da crise financeira do estado. Só a UFMG perdeu R$ 2,5 milhões destinados a bolsas de iniciação científica e cerca de R$ 13 milhões para projetos liderados por professores em toda a UFMG. De acordo com a professora Angélica, cerca de 30% da pesquisa estão concluídos. “As possibilidades são enormes. Uma pena. No futuro, a longo prazo, este corte vai causar um prejuízo terrível para ciência, além de barrar carreiras futuras brilhantes”, lamentou. Suspensão Nota do CNPq sobre a suspensão de novos contratos de bolsistas Divulgação/CNPq Sem resposta do governo federal sobre a garantia de abertura de crédito suplementar para cobrir o déficit do orçamento de 2019, o CNPq anunciou no dia 15 de agosto que suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa. A recomposição, segundo informou o órgão ao G1, se refere ao crédito suplementar de R$ 330 milhões. Quem abre o crédito é o Ministério da Economia, mas, de acordo com o conselho, até a tarde desta quinta, a pasta não havia dado garantias de que liberaria o reforço orçamentário. Ao G1, o Ministério da Economia afirmou que o pedido de crédito suplementar para o CNPq, feito em 1º de março e referendado em votação no Congresso Nacional em 11 de junho, ainda "permanece em análise na JEO [a Junta de Execução Orçamentária], sem prazo para decidir sobre o pleito." Esse recurso é necessário para cobrir o déficit previsto pelo CNPq desde o ano passado, quando a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019 foi aprovada, para as bolsas. No dia 16 de agosto, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes afirmou que há risco de que as bolsas do CNPq fiquem sem pagamento em setembro. Segundo ele, a liberação de recursos está na "mão da Economia e também da Casa Civil". Prédio da reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte Reprodução/TV Globo Campeã de patentes Só no Instituto de Ciência Biológicas (ICB) funcionam cerca de 400 laboratórios de pesquisas biológicas e biomédicas. O risco é perder anos de estudos e de investimentos porque a previsão dos cortes deve começar nos serviços básicos. O ICB tem o maior número de patentes de medicamentos no país e graças a institutos como ele, o Brasil ocupa o 13º lugar no ranking mundial em pesquisas científicas.
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21/08 - Aos 83 anos, moradora de Canoas se forma em letras: 'Velhice é só por fora. A gente pode se conservar jovem'
Apaixonada por poesia desde a juventude, Maria Rigo decidiu investir no aprendizado da literatura e ingressou em sua primeira graduação já na terceira idade. Fundadora da Casa do Poeta de Canoas, Maria conta que escreve desde jovem e pretende escrever uma biografia Arquivo Pessoal/Luciele Oliveira Durante a formatura do curso de letras da Universidade LaSalle, em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre, no último sábado (17), uma das alunas estava especialmente feliz: aos 83 anos, Maria dos Santos Rigo finalmente conquistou seu diploma universitário, após seis anos de dedicação à primeira graduação. "Velhice é só por fora. A gente pode se conservar jovem", diz a recém-formada. Aposentada como industriária, mãe de três filhos e viúva há 30 anos, Maria decidiu entrar na graduação já na terceira idade por causa de uma paixão: a literatura. Fundadora da Casa da Poesia de Canoas, instituição que incentiva e forma leitores, ela conta que escreve desde a infância, e já lançou até um livro. "Foi para agregar ao que eu já gostava de fazer. Como eu já escrevia e tinha interessa pela literatura, decidi ir para a faculdade para desenvolver mais. Foi muito bom, proveitoso para a minha escrita", comenta. Quando decidiu ingressar no curso, dona Maria conta que chegou a ouvir de alguns familiares e conhecidos que não conseguiria chegar ao final, que desistiria e não concluiria o curso. Mas o que aconteceu foi o contrário: até em dias de chuva, a aluna não perdeu aula. "Só quando fiquei doente é que faltei um ou dois dias", conta. Na apresentação do trabalho de conclusão de curso, obteve a nota 9 com um projeto sobre o escritor canoense Antônio Canabarro Tróis Filho. O próximo passo da formada em letras é escrever a biografia do autor. "Mas isso vai demorar, uma biografia demora anos, não é assim de uma hora pra outra", pondera. Outro plano é voltar mais uma vez para a sala de aula: ela que cursar história. Estagiária aos 80 anos Maria cumpriu o estágio obrigatório do curso de licenciatura em escolas de ensino fundamental e médio e também na Universidade Aberta para a Terceira Idade (Unati), projeto do próprio LaSalle. "As pessoas me perguntavam: 'Tu vai trabalhar?', e eu dizia: 'Olha, trabalhar sei que não vou, mas eu vou participar. Vou escrever. Não vai ser em vão'", diz ela. A experiência conquistada em sala de aula servirá para a escritora promover palestras de forma voluntária. De 2013 a 2019, dona Maria conviveu com colegas e professores das mais diversas idades: em sala de aula, estudava com pessoas de 20 e poucos anos e também com aqueles já passando dos 60. Com todos, garante ela, tanto ensinou quanto aprendeu. "Fui muito bem aceita. Com os novos a gente aprende também. Não é porque a pessoa tem idade que ela não aprende", diz. Por exemplo, a tecnologia: Maria conta que não usava "quase nada" no computador. Na universidade, aprendeu a baixar os trabalhos e imprimi-los para ler. "Hoje em dia todo mundo lê no celular, mas eu não consigo. Preciso imprimir para ler", comenta. Maria iniciou sua primeira faculdade prestes a completar 80 anos, e agora planeja escrever biografias e voltar a estudar mais uma vez Portho Sul Escrever na terceira idade Mais do que novos hábitos, a graduação trouxe uma dimensão maior para uma paixão cultivada desde a infância. E que, garante ela, fica muito mais fácil depois da aposentadoria: a escrita. "Acho que a terceira idade é uma entrada para a gente escrever. Quem tem vontade de escrever e não conseguiu, na terceira idade é bom para desenvolver o conhecimento", comenta ela. "A pessoa que tem vontade tem que fazer. A gente só consegue fazendo, né? E se tiver dúvida, tenta. Pelo menos tu tentou. Pior é ficar em dúvida, 'ah eu deveria ter feito...'", aconselha. Supletivo e vestibular Dona Maria precisou cursar supletivo para comprovar que já tinha o Ensino Médio, que em sua época ainda se chamava segundo grau, concluído há décadas, quando ainda morava em Triunfo. No mesmo ano, foi aprovada no vestibular. Tinha 77 anos. “Comecei com duas cadeiras. Meus filhos me incentivaram muito. Meu filho me trazia de carro para algumas aulas e minha filha me auxiliava com alguns trabalhos, já que devido à idade eu tinha algumas dificuldades”, lembra. Se pudesse ter feito faculdade ainda durante a juventude, Maria não tem dúvida de que optaria pelo curso de letras. Para a professora Lúcia da Rosa, coordenadora do curso da Unilasalle, ela pode ser considerada um exemplo de amor à literatura. “Respeitada e admirada por colegas e professores, é um orgulho para nós que a Maria conquiste este diploma. Ela é irrequieta, persistente e... enfim, é poeta!”
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20/08 - Pesquisa internacional aponta universidades federais da Zona da Mata e Vertentes entre as 30 melhores do Brasil
Na pesquisa são considerados aspectos como: empregabilidade e quantidade de ex-alunos e professores vencedores de prêmios internacionais. Universidade de Viçosa (UFV) foi considerada, a 15ª melhor universidade do Brasil UFV/Divulgação A Universidade de Viçosa (UFV) foi considerada a 15ª melhor universidade do Brasil e a 888ª do mundo na lista realizada pelo Centro de Classificações Universitárias Mundiais (CWUR), dos Emirados Árabes Unidos, conhecido pela consultoria na área de Educação. A instituição realiza a pesquisa abordando aproximadamente 20 mil universidades espalhadas pelos seis continentes. No ranking, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) ocupa a 22ª posição no Brasil e o 1.018º lugar na pontuação internacional. Já a Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) aparece em 30ª colocação entre as instituições brasileiras e 1.258ª no ranking mundial. Universidade Federal de Juiz de Fora ocupa a 22ª colocação entre as instituições brasileiras Clara Downey/UFJF Na pesquisa são considerados sete aspectos, como: quantidade de ex-alunos vencedores de prêmios internacional, empregabilidade, quantidade de docentes vencedores de prêmios internacionais, número de publicações e artigos publicados e influência e citações em artigos. Campus Tancredo Neves é uma das três unidades em São João del Rei da UFSJ UFSJ/Divulgação O ranking completo pode ser conferido no site do Centro de Classificações Universitárias Mundiais.
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20/08 - Aluno com síndrome de Down é agredido por colegas em escola da Zona Norte de SP; veja vídeo
Mãe de adolescente de 13 anos diz que bullying é frequente. Secretaria da Educação afirmou que situação é inaceitável. Aluno é agredido dentro de escola municipal na Zona Norte Um aluno com síndrome de Down foi agredido por colegas de uma escola municipal na Água Fria, Zona Norte de São Paulo, no início deste mês. O estudante, de 13 anos, cursa o 7º ano na escola Adolpho Otto de Laet. Um vídeo gravado no dia 1º de agosto por alunos inconformados com a situação mostra o adolescente sofrendo bullying. Nas imagens, é possível ver o estudante sendo agarrado e depois caído ao chão. Outros alunos contaram que estudantes dos 7º e 8º anos costumam bater, com frequência, em três alunos considerados especiais. “Ele estava na sala de aula e os três meninos ficaram importunando ele”, conta a mãe do adolescente vítima de bullying, que disse que o caso registrado no vídeo não foi isolado e procurou a direção da escola. Segundo ela, as mães dos alunos que fizeram bullying foram chamadas, mas os casos voltaram a se repetir. A Secretaria Municipal da Educação disse que a situação é inaceitável e cobrou a diretora da escola. Ainda segundo a secretaria, os pais dos alunos que agrediram o adolescente foram chamados na escola. Síndrome de Down A síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição inerente à pessoa, portanto não se deve falar em tratamento ou cura. Essa condição está associada a algumas questões de saúde que devem ser observadas desde o nascimento da criança. O termo correto é criança com síndrome e criança comum (nunca falar em criança normal). A síndrome de Down é causada pela presença de 3 cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção. As pessoas com síndrome de Down têm 47 cromossomos no núcleo das células em vez de 46, como é comum. O Brasil possui uma população de 350 mil pessoas com síndrome de Down, são 8 mil nascimentos por ano na proporção de 1 com síndrome a cada 750 nascidos.
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20/08 - Nomeação de Cândido Albuquerque para reitor é a 2ª na história da UFC a contrariar consulta pública
Ação do presidente Jair Bolsonaro está amparada pelo artigo 16 da Lei nº5.540/68, mas não é comum entre os presidentes da República. O professor Cândido Albuquerque é nomeado por Bolsonaro como novo reitor da Universidade Federal do Ceará. Kid Junior/Sistema Verdes Mares A nomeação de Cândido Albuquerque como novo reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), feita pelo presidente Jair Bolsonaro, é a segunda da história da instituição a contrariar a consulta pública realizada com os corpos discente e docente. A primeira aconteceu em 1991, quando Antônio de Albuquerque Sousa Filho foi declarado reitor. A informação é confirmada pela assessoria da Universidade. Cândido conquistou 610 votos e ficou em terceiro lugar na consulta pública. A lista tríplice enviada a Bolsonaro continha os nomes de Custódio Luís Silva de Almeida, primeiro colocado na consulta, com 7.772 votos; e Maria Elias Soares, que se ofereceu para ocupar a vaga do segundo colocado, Antônio Gomes de Souza Filho, após ele retirar a candidatura. Apesar de permitida por lei, a nomeação feita por Bolsonaro, contrariando o resultado da consulta pública, não é comum entre presidentes da República e só havia ocorrido uma vez na UFC. O ano de 1990 foi a primeira vez em que a universidade contou com participação de alunos, professores e servidores na eleição do reitor. Na oportunidade, Antônio de Albuquerque Sousa Filho foi eleito após passar pelo crivo do então presidente Fernando Collor de Melo, mesmo com minoria dos votos na consulta. Na ocasião, a Reitoria da UFC foi tomada pelos estudantes em protesto à nomeação. Com o fim da gestão, em 1995, Roberto Cláudio Frota Bezerra, pai do atual prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, foi eleito por dois mandatos seguidos, de 1995 a 2003, após o então presidente Fernando Henrique Cardoso aprovar a nomeação escolhida pelos votantes. A partir de então, cinco professores ocuparam os cargos de reitor da UFC antes de Cândido: René Teixeira Barreira (2003 a 2006), que renunciou e deu lugar a Luís Carlos Uchôa (03/01/2007 a 19/06/2007); Ícaro de Sousa Moreira (20/06/2007 a 16/04/2008) que, após falecimento, foi substituído por Jesualdo Pereira (2008 a 2015); e Henry de Holanda Campos, atual reitor, que assumiu em 2015. Cândido será o 15º reitor da UFC. O que diz a lei A ação do presidente Jair Bolsonaro é legal e está amparada no texto disposto no artigo 16 da Lei nº 5.540, de 28 de novembro de 1968, que concede ao presidente a responsabilidade de nomear os reitores das universidades federais sem ter obrigatoriedade de atender à decisão de consulta pública feita com estudantes e professores das universidades.
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20/08 - Universidade Federal de São João del Rei decide não aderir ao projeto Future-se
Decisão dos Conselhos Superiores foi unânime. Instituições federais de Juiz de Fora e Viçosa informaram que ainda analisam o assunto. Integrantes dos Conselhos Superiores rejeitaram a adesão da UFSJ ao Future-se em reunião nesta segunda (19) UFSJ/Divulgação A Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) rejeitou a adesão da instituição ao Programa Future-se, do Ministério da Educação (MEC). A decisão dos conselhos superiores foi tomada por unanimidade em uma reunião conjunta na tarde de segunda-feira (19), que também aprovou uma Moção de Repúdio ao projeto do governo federal. O G1 entrou em contato com as Universidades Federais de Juiz de Fora (UFJF) e de Viçosa (UFV) que analisam adesão ao projeto. (Confira abaixo os posicionamentos) Future-se: Leia a íntegra da proposta do MEC sobre mudanças na gestão das universidades federais “As instituições não foram chamadas para o debate quando a proposta do Future-se foi estruturada. Desta forma, a UFSJ está aberta a dialogar sobre ações que visem fortalecer e desenvolver o ensino superior de qualidade nas universidades”, disse o reitor Sérgio da Gama Cerqueira via assessoria. Em uma segunda votação, os conselheiros aprovaram a publicação de uma Moção de Repúdio ao Future-se. O texto será elaborado e submetido aos Conselhos e trará as críticas feitas sobre a proposta pelos participantes com base nos pontos levantados pelos presentes na reunião. A reunião conjunta dos conselhos superiores foi aberta ao público e teve a presença de técnicos administrativos, professores, estudantes, integrantes dos conselhos Universitário (Consu), Diretor (Condi) e de Ensino, Pesquisa e Extensão (Conep). UFV decidiu por criar um grupo de trabalho e realizar um seminário sobre os temas relacionados ao Future-se UFV/Divulgação UFV Após reunião no dia 12 de agosto, o Conselho Universitário divulgou uma nota oficial na página da instituição onde explica a posição preliminar e as ações institucionais para a análise e a discussão sobre o Programa. Foram definidas a criação de um Grupo de Trabalho para acompanhamento das ações relativas ao Programa e a realização de Seminário, aberto a toda a comunidade, sobre Financiamento Público do Ensino Superior no Brasil. No texto, o Consu destacou "grande preocupação com o fato de não ter ocorrido abertura para participação dos dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) no processo de elaboração do Programa, nem conhecimento do mesmo antes de seu lançamento". E antecipa que há princípios que não são passíveis de negociação ou de qualquer transigência, "pois são conquistas da sociedade brasileira consagradas pela Constituição Federal: autonomia universitária; a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; o compromisso, do Estado para com a sociedade brasileira, de manter o ensino superior público, gratuito e inclusivo; o dever do Estado com relação à manutenção e aperfeiçoamento das Ifes". O posicionamento também destacou o impacto e a incerteza relativa à falta dos repasses orçamentários previstos para a instituição neste ano. "O Future-se foi lançado em um momento crítico para a UFV, tendo em conta o contingenciamento dos recursos discricionários do orçamento de 2019. Sob o efeito de um bloqueio de R$ 26,9 milhões em recursos de custeio, a Universidade atualmente enfrenta grandes dificuldades para cumprir a sua missão institucional. Espera-se que o orçamento aprovado para 2019 seja liberado em sua integralidade, o mais rápido possível, e que o orçamento de 2020 contemple adequadamente as necessidades da Instituição. De todo modo, considera-se que falar do futuro é difícil enquanto as condições vigentes apontam para uma incerteza generalizada". A instituição destacou que, desenvolve com excelência, ao longo de 93 anos, atividades reconhecidas nacional e internacionalmente nos eixos determinados pelo programa: gestão, Governança e Empreendedorismo; Pesquisa e Inovação; Internacionalização. E irá promover a divulgação destas ações e o impacto delas para a sociedade. No texto, o Conselho Superior ressalta que faltam esclarecimentos sobre detalhes da proposta apresentada pelo MEC. "É importante destacar que o mencionado programa possui diversos pontos ainda não detalhados ou explicados, o que impossibilita um posicionamento conclusivo por parte das Instituições Federais de Ensino Superior. Na verdade, a falta de participação das Ifes no processo de elaboração do Projeto de Lei gerou uma situação francamente delicada: não há clareza ou informações suficientes quanto aos reais impactos da adesão ao Future-se". "Assim, é necessário conhecer em profundidade os desdobramentos da proposta, o que só será possível se houver abertura ao diálogo e desde que o MEC trabalhe na perspectiva de garantir o papel do Estado como provedor do direito constitucional à educação". Debate sobre o Future-se será realizado no campus da UFJF em Juiz de Fora na sexta-feira (23) UFJF/Divulgação UFJF A instituição informou ao G1 que a Administração Superior, a partir de indicação do Conselho Superior, promoverá um debate sobre o Future-se. O evento, aberto à comunidade acadêmica, será na sexta-feira (23) às 14h30, no Anfiteatro de Estudos Sociais, na Faculdade de Direito. A decisão compete ao Conselho Superior, que se reunirá a fim de deliberar sobre o assunto. "A adesão - ou não - ainda não é possível, uma vez que o Projeto de Lei sequer foi encaminhado ao Congresso Nacional", destacou a nota da instituição. Future-se O Future-se é uma iniciativa proposta pelo MEC, com o objetivo de aumentar a autonomia administrativa das universidades federais. Como as instituições sofrem com contingenciamentos e alegam que têm suas atividades prejudicadas com os bloqueios de orçamento, a solução apresentada pelo governo é firmar parcerias entre a União, as universidades e as organizações sociais. Além disso, o Future-se também estimularia que as instituições captassem recursos próprios, que auxiliassem na sua manutenção. O MEC reforça que não se trata de privatizar o ensino público, e sim de criar uma nova forma de financiá-lo. A cobrança de mensalidades em cursos de graduação, mestrado e doutorado está descartada, segundo o Governo. As organizações sociais em questão são entidades privadas, sem fins lucrativos: são obrigadas a investir na própria atividade todo o dinheiro excedente. Devem atuar em áreas relacionadas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde. As que poderão participar do Future-se, caso o programa seja aprovado, precisam ser ligadas a ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico ou cultura. Initial plugin text
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20/08 - 'Não fui indicado para ser líder político', afirma Cândido Albuquerque, novo reitor da UFC nomeado por Bolsonaro
Cândido se prepara para assumir a reitoria na próxima segunda-feira (26). O professor Cândido Albuquerque foi nomeado por Bolsonaro como novo reitor da Universidade Federal do Ceará. Kid Junior/Sistema Verdes Mares Menos votado em consulta pública com a comunidade acadêmica, o professor e advogado José Cândido Albuquerque, nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro como o novo reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), afirmou nesta terça-feira (20) que uma das prioridades de sua gestão será rever o processo eleitoral para a reitoria. Albuquerque afirmou que a universidade precisa ser conduzida de maneira “diferenciada”. Cândido se prepara para assumir a reitoria na próxima segunda-feira (26). Em entrevista ao G1, o então diretor da Faculdade de Direito da UFC afirmou que o atual processo de escolha de reitores gera “disputa política”. “Essa eleição direta [consulta pública] ao invés servir para buscar um gestor para a universidade, você trava uma batalha ideológica. Desde o começo da minha campanha eu me posiciono contra esse processo. Eu não fui indicado para ser líder político”, afirma Albuquerque. A decisão de Bolsonaro, anunciada em edição extra do Diário Oficial da União desta segunda-feira (19), contrariou a preferência de estudantes, professores e servidores tanto em consulta pública quanto na elaboração da lista tríplice elaborada pelo Conselho Universitário (Consuni). O mais votado, o então vice-reitor da UFC, Custódio Luís Silva de Almeida recebeu 7.772 votos na consulta enquanto Cândido recebeu 610 votos. O segundo colocado, Antônio Gomes de Souza Filho, chegou a receber 3.499 votos. Para Cândido Albuquerque, porém, não há oposição expressiva contra ele. “É um número muito pequeno de pessoas contra mim, a universidade é plural. É claro que há uma insatisfação, não existe unanimidade, mas estou estendendo a mão para todos na busca de união”, pondera o novo reitor, que afirmou estar se preparando para assumir a reitoria nesta próxima quarta-feira (21). Universidade Federal do Ceará UFC/Divulgação Cortes na Educação Questionado sobre assumir a UFC em meio a cenário de cortes na Educação e bloqueio de verbas para universidades federais, o novo reitor afirmou que o problema não é de hoje. “Os cortes começaram após as eleições de 2014, então é uma realidade que temos que buscar alternativas e adotar medidas internas e mudar para investir em pesquisa. Não vamos fazer confronto, vamos fazer diálogo”, comenta. Sobre os planos para os quatro anos de mandato, Cândido pontua que o principal é o foco na inovação e no empreendedorismo na universidade. “A universidade como é hoje não está focada em empreendedorismo e inovação. Os alunos atualmente estão se preparando para profissões que daqui a dez anos nem vão existir mais. Temos que focar em inovação e internacionalização”, comenta. Sobre o programa Future-se, idealizado pelo Ministério da Educação (MEC) para criar fundo de recursos privados para o financiamento das universidades federais, Cândido Albuquerque afirmou que “não se pode ser contra ou a favor de uma projeto que não está finalizado”. “Nós precisamos ajudar a construir esse projeto”. No último dia 14 de agosto, ainda na gestão de Henry Campos, o Consuni da UFC havia se posicionado contrário ao projeto.
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20/08 - Começam inscrições para processo seletivo do Colégio de Aplicação Coluni da UFV
São 150 vagas para o 1º ano do Ensino Médio. Interessados tem até o dia 19 de setembro para realizar as inscrições. São 150 vagas para o 1º ano do Ensino Médio no Colégio de Aplicação Coluni da UFV Nathalie Guimarães/G1 Começa nesta terça-feira (20) as inscrições para o exame de seleção 2020 do Colégio de Aplicação Coluni (CAp-Coluni) da Universidade Federal de Viçosa (UFV). São 150 vagas para o 1º ano do Ensino Médio e as inscrições são realizadas exclusivamente pelo site. De acordo com o edital, o valor da taxa de inscrição é de R$90. O candidato só estará inscrito oficialmente depois de ter confirmado o pagamento. Os interessados em obter a isenção do pagamento devem fazer a solicitação no ato da inscrição que acontece no período de 20 de agosto a 2 de setembro de 2019. Para se inscrever, é preciso atender aos seguintes requisitos: ter concluído o Ensino Fundamental e possuir o certificado de conclusão, obtido pela via regular ou por suplência, estar cursando o nono ano do Ensino Fundamental. No entanto, se o candidato for convocado para a matrícula, a reprovação neste ano implicará perda da vaga. O preenchimento das vagas ocorrerá por ordem de classificação e não será permitida a matrícula dos aprovados em quaisquer outras séries do Ensino Médio. A UFV lembra que é concedido desconto na taxa de aos dependentes de servidores da universidade, mediante solicitação realizada também no ato da inscrição, por meio do preenchimento do formulário eletrônico. As inscrições terminam em 19 de setembro. Provas Segundo a instituição, as provas serão realizadas no dia 24 de novembro no campus Viçosa, das 8h às 13h, abrangendo questões objetivas de Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa, Ciências, Geografia e História, e uma questão discursiva de Produção Textual, que avaliarão os conhecimentos, habilidades e experiências adquiridas ao longo da formação correspondente ao Ensino Fundamental. Os conteúdos programáticos das provas serão disponibilizados no site a partir do início das inscrições. Todas as informações do processo de seleção estão disponíveis no edital e no site do colégio. A UFV orienta que, em caso de dúvidas, pode ser feito contato através do e-mail examecoluni@ufv.br ou na sede do CAp-Coluni.
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20/08 - Possível corte de bolsas do CNPq ameaça pesquisa da UFMG de combate ao vírus da dengue
'É uma tragédia', diz o professor João Marques, coordenador do estudo na Universidade Federal de Minas Gerais. Falta de repasse pode interromper pesquisa de dez anos. Laboratório do ICB na UFMG Thais Pimentel/G1 "Construir leva tempo. Destruir é muito fácil", disse o professor João Trindade Marques, do Departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sobre o possível corte de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em setembro. Dos 14 estudantes do laboratório, oito dependem do benefício. O CNPq anunciou no dia 15 de agosto que suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa. O Ministério da Ciência e Tecnologia também admitiu que há risco de que as bolsas fiquem sem pagamento em setembro. O professor João Marques coordena uma pesquisa que estuda a transmissão do vírus da dengue. Ela identificou o gene Loqs2, presente apenas em mosquitos do gênero Aedes. A descoberta pode ajudar a criar mosquitos geneticamente modificados, incapazes de transmitir a doença. "São dez anos de pesquisa. E as possibilidades são imensas. Chegamos a um estágio importante, e tudo isso pode acabar no mês que vem. É uma tragédia", relatou o professor. As bolsas dos oito pesquisadores que fazem parte da equipe são de dedicação exclusiva. “São assalariados. Dedicam 40 horas semanais no laboratório. E não recebem férias ou qualquer outro adicional. É um trabalho. Um trabalho fundamental. Serão oito desempregados”, disse Marques. A pesquisa também é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), que suspendeu parte dos recursos em fevereiro por causa da crise financeira do estado. Houve suspensão de R$ 2,5 milhões destinados a bolsas de iniciação científica e de cerca de R$ 13 milhões para projetos liderados por professores em toda a UFMG. "Ainda não recebemos a verba do mês passado. A situação é crítica", afirmou o professor. A Fapemig informou que os recursos de julho devem ser repassado em breve. A pesquisa também recebe verbas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da comunidade europeia e da Agência Francesa de Pesquisa (ANR). Porém, segundo Marques, elas não são capazes de sustentar o trabalho. "Não são suficientes para manter o laboratório e não têm bolsas vinculadas", destacou. Suspensão Nota do CNPq sobre a suspensão de novos contratos de bolsistas Divulgação/CNPq Sem resposta do governo federal sobre a garantia de abertura de crédito suplementar para cobrir o déficit do orçamento de 2019, o CNPq anunciou no dia 15 de agosto que suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa. A recomposição, segundo informou o órgão ao G1, se refere ao crédito suplementar de R$ 330 milhões. Quem abre o crédito é o Ministério da Economia, mas, de acordo com o conselho, até a tarde desta quinta a pasta não havia dado garantias de que liberaria o reforço orçamentário. Ao G1, o Ministério da Economia afirmou que o pedido de crédito suplementar para o CNPq, feito em 1º de março e referendado em votação no Congresso Nacional em 11 de junho, ainda "permanece em análise na JEO [a Junta de Execução Orçamentária], sem prazo para decidir sobre o pleito." Esse recurso é necessário para cobrir o déficit previsto pelo CNPq desde o ano passado, quando a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019 foi aprovada, para as bolsas. No dia 16 de agosto, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes afirmou que há risco de que as bolsas do CNPq fiquem sem pagamento em setembro. Segundo ele, a liberação de recursos está na "mão da Economia e também da Casa Civil". “Nós estamos sendo informados diretamente pelo conselho deliberativo do CNPq que a situação é gravíssima. Eu nunca imaginei que não teríamos recurso. Agora as piores expectativas estão perto de se concretizar”, disse o professor João Marques. Aedes aegypti Raul Santana/Fundação Oswaldo Cruz/Divulgação Dengue O número de mortes por dengue triplicou no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados 414 óbitos nos primeiros seis meses de 2019. No mesmo período do ano passado, foram 129. O boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde, que considera os casos entre 30 de dezembro e 22 de junho, aponta que o país teve, apenas neste ano, 1.234.527 de casos prováveis, ou seja, mais de um milhão de casos de dengue ainda não confirmados em laboratório. Neste mesmo período do ano passado eram pouco mais de 180 mil casos, o número é sete vezes maior. Até agora, o estado mais afetado pela doença foi o Minas Gerais, com quase dois mil casos a cada 100 mil habitantes.
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20/08 - Future-se vai permitir revalidação do diploma de medicina na rede privada, diz secretário do MEC
Segundo Arnaldo Barbosa, MEC quer aproveitar a 'janela de oportunidade' do projeto Future-se para mudar a LDB e permitir que privadas possam validar diplomas. Aula na faculdade de enfermagem do Hospital Albert Einstein Divulgação O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, afirmou nesta segunda-feira (19) que a mudança na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) incluída na proposta do Future-se vai permitir que universidades particulares possam revalidar diplomas emitidos no exterior de todas as áreas, incluindo medicina. Future-se vai incluir fundações de apoio além das organizações sociais, diz secretário do MEC "As nossas regras sempre são universais, então o projeto do Future-se são para todas as áreas, inclusive para medicina", afirmou ele em entrevistas a jornalistas durante o 3º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação (Jeduca). Atualmente, a LDB estipula que a competência de revalidar diplomas de ensino superior emitidos por instituições de fora do país é exclusiva das universidades públicas. No caso dos diplomas de medicina, a validação só ocorre depois que os médicos (brasileiros ou não) formados fora do Brasil conseguem ser aprovados no Revalida, o exame de duas etapas do MEC que avalia as competências e habilidades teóricas e práticas dos candidatos. Mas a minuta do Future-se, divulgada em 19 de julho, alterou esse artigo da Lei de Diretrizes e Bases para estender a permissão para as instituições particulares. Segundo o secretário, o MEC "aproveitou uma janela de oportunidade" para fazer essa mudança, que também pode se refletir no Future-se porque, diz, vai permitir a vinda ao Brasil de professores visitas. Ele ainda afirmou que o processo de revalidação atual nas federais é "bem devagar, é muito complexo, e isso se expressa inclusive no Revalida". Novo Revalida Também em julho, o MEC divulgou detalhes sobre o Novo Revalida, uma nova versão da prova, que será transferida do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para a Sesu, a secretaria de Arnaldo Barbosa de Lima. Na época, o MEC enviou ao G1 uma nota afirmando "que o Novo Revalida não retira das universidades públicas a competência exclusiva na revalidação de diplomas de médicos formados no exterior". Agora, o órgão afirmou em nota que essa possibilidade será ampliada para universidades "privadas com alto desempenho". A proposta de permitir que universidades privadas façam a validação foi criticada pela Associação Médica Brasileira (AMB), que disse que pode recorrer à Justiça contra a medida. Em nota divulgada em julho, a AMB afirmou que, no caso de estender a permissão para revalidação à rede privada de ensino superior, "quem lucra são apenas os donos de faculdades particulares". A entidade, que participou do grupo de trabalho criado pelo MEC para redesenhar o Revalida, entre maio e julho, disse ainda que "nem o próprio MEC conseguiu justificar tecnicamente a necessidade e os benefícios desse movimento". O Novo Revalida, segundo a pasta, será aplicado duas vezes ao ano com um sistema de "repescagem", onde os candidatos reprovados apenas na segunda etapa não precisarão refazer a primeira etapa na edição seguinte. 'Conversa do século 18' Questionado nesta segunda-feira sobre o motivo pelo qual o MEC incluiu no Future-se -- uma proposta para o ensino superior público -- uma mudança referente ao ensino superior privado, Lima, da Sesu, disse que a pasta aproveitou uma janela de oportunidade. "A gente aproveitou uma janela de oportunidade e o que a gente está discutindo é a complementariedade entre os níveis de ensino e entre o setor público e o privado, pra que a gente possa trazer os professores visitantes internacionais, a gente precisa que esses diplomas sejam revalidados. E é um absurdo que a gente autorize uma universidade a conceder diplomas, a formar os alunos no país, e elas não possam revalidar", afirmou ele. "A gente está em uma discussão do século 18, o mundo avança no life long learning, o aprendizado contínuo ao longo da vida. É um mundo de certificações, é um mundo de o tempo todo de multidisciplinaridade", continuou. Perguntado se essa validação já não é feita pelas universidades federais, Lima disse que o processo atual é "muito complexo", inclusive em relação ao Revalida. "[As federais] fazem [a revalidação] com muito... É bem devagar, é muito complexo, e isso se expressa inclusive no Revalida, que tem muitos brasileiros que foram formados no exterior e não tiveram seu diploma revalidado. Acima de tudo a gente está dando esperança e sendo justo com as pessoas que se esforçaram para se formar", disse o secretário.
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20/08 - Bolsonaro nomeia candidato menos votado em consulta pública como novo reitor da Universidade Federal do Ceará
Na elaboração da lista tríplice pelo Conselho Universitário, Cândido Albuquerque foi o último nome em quantidade de votos. O professor Cândido Albuquerque é nomeado por Bolsonaro como novo reitor da Universidade Federal do Ceará. Kid Junior/Sistema Verdes Mares O professor José Cândido Lustosa Bittencourt de Albuquerque foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro como o novo reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), nesta segunda-feira (19). Cândido Albuquerque foi o candidato com menor número de votos na consulta pública na universidade e o segundo colocado na lista tríplice realizada pelo Conselho Universitário (Consuni). A nomeação foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. A tomada de posse ao cargo será feita em Brasília, no Ministério da Educação. Cândido Albuquerque sucede Henry de Holanda Campos, à frente da universidade desde abril de 2015 e cujo mandato encerrou na última semana. Com a escolha por Cândido, Bolsonaro quebra mais uma vez a tradição de nomear o candidato com maior preferência na instituição de ensino. O então vice-reitor, Custódio Luís Silva de Almeida, foi o mais votado tanto na consulta pública a estudantes, docentes e servidores, com 7.772 votos, quanto na formação da lista tríplice pelo Consuni, com 25 votos. Cândido Albuquerque, por sua vez, recebeu 610 votos na consulta pública, e nove votos do Consuni. A lei prevê que o presidente Jair Bolsonaro pode nomear qualquer um dos três nomes apresentados, sem apresentar justificativa para o nome escolhido. Nomeação do novo reitor da UFC saiu nesta segunda-feira (19). Reprodução/DOU Perfil Cândido Albuquerque é o então diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará. Ele se formou em direito em 1980 pela UFC, onde também concluiu o mestrado em Ordem Jurídica Constitucional e doutorado em Educação Brasileira. Foi ainda presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na secção Ceará, entre 1995 e 1997. Em 1981, fundou o Cândido Albuquerque Advogados Associados, em Fortaleza.
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20/08 - Após contingenciamentos, Universidade Federal do Sul da Bahia suspende viagens de alunos e desliga ar-condicionados
Sem recursos e enfrentando cortes na verba desde 2015, instituição ainda planeja outras restrições, caso verba não seja liberada. UFSB suspende viagens de alunos e tira ar-condicionados após contingenciamentos de orçamentos da Educação Divulgação/ UFSB A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) suspendeu viagens de alunos, aquisição de materiais de consumo e tirou ar-condicionados dos campus após os contingenciamentos do orçamento da Educação. A instituição tem campus nas cidades de Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. As informações foram divulgadas após um levantamento feito pelo G1, que entrou em contato com 68 instituições do Brasil (incluindo campi avançados) e recebeu respostas de 37 delas (leia mais sobre a metodologia abaixo). Conforme a UFSB, a medida foi tomada após o dia 5 de agosto, quando a universidade recebeu cerca de 6% do custeio discricionário. O valor equivale a R$ 868.927 e não atende às demandas contratuais da instituição. Segundo a instituição, os materiais de consumo que tiveram as compras suspensas, como carteiras, quadros, itens de limpeza, atendem laboratórios, capacitação de servidores entre outros serviços. O desligamento do ar-condicionado foi feito para evitar possíveis cortes de energia por falta de pagamento. A UFSB informou que, atualmente, funciona em unidades adaptadas, locadas e cedidas pelos governos federal, estadual e municipal. As reformas e manutenções prediais, além das construções de novas salas de aulas e laboratórios, estão suspensas em todos os campi. Cortes nas pesquisas As atividades de pesquisas realizadas pelos estudantes da UFSB também serão afetadas pelos contingenciamentos. Segundo a universidade, parcerias estão sendo feitas com instituições de ciência e tecnologia da região para preservar pesquisas estratégicas. De acordo com a Universidade Federal do Sul da Bahia, existe o estímulo à criação de Cursos de Especialização, Atualização e Aperfeiçoamento que estarão sendo divulgados ao longo do segundo semestre. Esses cursos podem ser cobradas e os recursos vão ajudar também para o financiamento da pesquisa. A universidade informou, ainda, que para a criar mais recursos disponibiliza o Centro de Convenções da instituição, que fica na cidade de Porto Seguro, para diversas atividades, que são pagas à UFSB. O objetivo é financiar bolsas de pesquisa, em nível de mestrado, para estudantes carentes. Dívidas A Universidade Federal do Sul da Bahia tem uma dívida de mais de R$ 6,2 milhões. Conforme a instituição, a dívida é relacionada a obras de infraestrutura, como manutenção de salas de aulas e laboratórios, que foram licitadas e iniciadas em 2017, algumas têm mais de 50% de execução. Ainda de acordo com a UFSB, para que a universidade consiga cumprir as obrigações contratuais, ela necessita de cerca R$ 1,2 milhões ao mês. Em agosto deste ano, a instituição fechará o mês com aproximadamente R$ 350 mil com notas fiscais em aberto. A situação não deve mudar nos próximos dois meses, afirmou a instituição. A universidade ressaltou que, passados 8 meses do ano, foram liberados apenas 20% do orçamento de investimento previsto para o ano inteiro. O orçamento de emendas, também relativo a investimento, continua 100% bloqueado, informou a instituição. Contingenciamento na educação O Ministério da Educação foi alvo de dois contingenciamentos neste ano, determinados pelo governo federal como forma de enfrentar a crise econômica. Em março, foram bloqueados R$ 5,8 bilhões. Em abril, o MEC anunciou o bloqueio de 30% da verba das universidades e disse que poderia liberar o dinheiro se a economia fosse retomada ou a reforma da previdência fosse aprovada. Em julho, outro decreto bloqueou R$ 348,47 milhões da pasta. O corte, segundo o governo, foi aplicado sobre gastos não obrigatórios, como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realização de pesquisas. Despesas obrigatórias, como o pagamento de salários e aposentadorias, não foram afetadas. Nesta semana, reitores se reuniram com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, pedindo a liberação dos recursos. Eles afirmaram que o ministro sinalizou com a possibilidade de que o bloqueio comece a ser revertido a partir de setembro, segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), mas não estipulou uma data. Em meio ao cenário de escassez, o MEC lançou, em meados de julho, o programa Future-se, uma proposta para aumentar a autonomia financeira das universidades. O MEC afirma que o programa pode dar às instituições outras fontes de recursos além do orçamento da União, mas há críticas quanto aos efeitos das condições da proposta à autonomia universitária, além do uso de organizações sociais para fazer a gestão financeira. Pesquisa do G1 As instituições que participaram do levantamento feito pelo G1 foram contatadas no começo de agosto por telefone e e-mail e responderam a um questionário que abordava cinco temas principais do contingenciamento: 1 - Ensino; 2- Extensão; - 3 - Pesquisa; 4 - Gestão; 5 - Dívidas. Havia perguntas fechadas e abertas. As respostas abertas foram posteriormente tabuladas a partir dos itens em comum. Em ensino, pesquisa e extensão, as perguntas eram direcionadas à continuação das atividades no segundo semestre caso não haja redirecionamento de verba para as instituições. As respostas foram separadas entre Sim, Não e Indefinido. Uma explicação de que tipo de atividade seria interrompida ou descontinuada também foi descrita. Sobre as questões referentes à gestão, as universidades puderam responder de forma espontânea e os denominadores comuns foram contabilizados pela reportagem. Serviços de limpeza, segurança e jardinagem foram contabilizados como "Terceiros" e a compra de livros, insumos e assinatura de periódicos foram consideradas dentro do grupo de "Materiais". "Transporte" se referem aos serviços próprios das universidades que frequentemente se movem entre os diversos campi dentro dos estados. Já "Viagens" é exclusivamente o deslocamento de alunos e professores para congressos. Nas respostas foram encontradas referências às viagens também como "passagens". Em "Energia" foi recorrente a referência à redução do uso de ar condicionado e elevadores nas instituições, mas nela entra também o uso mais racional deste recurso, além da diminuição no consumo de luz elétrica. Veja mais notícias do estado no G1 Bahia.
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19/08 - Contingenciamento de verbas leva federal de Santa Maria a cortar suco de restaurante universitário
Terceirizadas que prestavam serviço na UFSM também foram dispensadas, em função da contenção de gastos. Universidade teve redução de 34% no repasse de verbas. Restaurante Universitário de Santa Maria não servirá mais suco pela falta de recursos O contingenciamento de verbas destinadas pelo governo federal fez com que a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) tomasse a decisão de cortar o suco que era servido no restaurante universitário a partir desta segunda-feira (19). Além disso, terceirizadas de várias áreas foram dispensadas em função do corte de gastos. Conforme a universidade, neste ano a redução no orçamento foi de 34%, o maior desde 2014. O montante previsto para 2019 era R$ 137 milhões, mas com o corte, caiu para R$ 91 milhões. Com isso, a equipe técnica de nutricionistas decidiu por cortar o suco, deixando a água como opção. São servidas cerca de 9 mil refeições servidas aos estudantes por dia, a R$ 2,50. Para alunos carentes, a refeição é gratuita. A universidade ainda informa que com a queda nos repasses, 50% do orçamento destinado ao funcionamento das unidades internar. Os projetos mantidos pela instituição são custeados de acordo com a necessidade de desembolso mensal, explica a universidade, através de sua assessoria de imprensa. Menos bolsas do CNPQ Além disso, nesta segunda-feira também foram suspensas 13 bolsas de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) da universidade, em função do corte de despesas da entidade. Conforme a UFSM, são bolsas que estavam previstas, mas cujos bolsistas ainda não haviam sido indicados. Com isso, a instituição, que contava com 412 bolsas PIBIC, passou a possuir 399 desta modalidade. Outras bolsas financiadas pelo CNPq na instituição não foram afetadas com este corte. No entanto, para a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, há a perspectiva de que possam haver cortes na indicação de novos bolsistas também nestas outras modalidades a partir de setembro.
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19/08 - Future-se vai incluir fundações de apoio além das organizações sociais, diz secretário do MEC
Proposta do MEC é buscar novas fontes de recursos para as universidades e institutos federais. Atualmente, em parte delas, a única fonte é o orçamento anual definido pelo governo federal. 3º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação (Jeduca) Ana Carolina Moreno/G1 O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, afirmou nesta segunda-feira (19) que as fundações de apoio das universidades federais estarão incluídas na proposta do Future-se. Entenda o que já se sabe sobre o Future-se e o que ainda falta esclarecer "As fundações de apoio estarão dentro, serão as maiores parceiras, já arrecadaram R$ 5,8 bilhões", disse ele a jornalistas durante o 3º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação (Jeduca), em São Paulo. "Eu dei a minha palavra para o presidente Fernando Pelegrino, da Confies", continuou ele sobre as garantidas do governo dadas ao conselho que reúne as fundações de apoio às instituições de ensino superior e pesquisa. De acordo com o secretário, abrir o Future-se para as fundações "vai dar flexibilidade" à proposta. "E também eles têm uma relação mais próxima com as universidades, favorecerá o projeto." O que é o Future-se? O Future-se é uma proposta lançada pelo MEC em 17 de julho deste ano para buscar novas fontes de recursos para as universidades e institutos federais. Atualmente, em parte delas, a única fonte é o orçamento anual definido pelo governo federal, mas a maior parte dele está comprometida com o pagamento de salários de professores e servidores ativos e com a pensão dos inativos. A proposta prevê a criação de alternativas ao orçamento federal. Algumas já são usadas por parte das universidades, como a gestão de imóveis e projetos que usam o apoio de leis de incentivo. Outras incluem a criação de um fundo multimercado, com uma quantia estimada em mais de R$ 100 bilhões, sendo que cerca de metade seria aportada pelo governo federal, e o resto por investidores privados. A gestão desses recursos, porém, não será feita diretamente pelas universidades, mas sim por "prestadoras de serviço" contratadas pelo MEC. Uma minuta de projeto de lei foi divulgada pelo MEC em 19 de julho, com uma lista de 17 leis que seriam alteradas e afirmando que a gestão ficaria a cargo de organizações sociais (OS) qualificadas em atividades como educação, pesquisa e meio ambiente. Mas Lima reiterou que tanto a minuta quanto a proposta divulgada dois dias antes são preliminares e ainda receberão alterações. Uma consulta pública sobre a proposta foi aberta na data de lançamento do Future-se e receberá contribuições até 29 de agosto. Mudanças na proposta original Lima citou a inclusão das fundações quando perguntado por jornalistas se poderia adiantar alterações à minuta da proposta. Porém, quando questionado se o MEC havia mudado de opinião, ele negou. "Não mudamos [de opinião], deixamos mais claro", disse ele, ressaltando que as fundações não precisaram se qualificar como organizações sociais (OS), mas elas terão essa possibilidade. Inicialmente, porém, o MEC havia vetado a possibilidade da entrada das fundações de apoio. Em uma reunião com reitores na véspera do lançamento da proposta, a pasta sinalizou, segundo reitores que estavam presentes, que as fundações não têm estrutura necessária para se constituir como OS. Três dias depois, Lima explicou, em entrevista ao G1, que, "num primeiro momento", apenas as OS já qualificadas poderiam participar, por meio de adesão, mas que a qualificação estaria aberta no futuro e outras organizações, inclusive as que nasçam dentro das universidades, "vão poder [participar] num segundo momento". A decisão gerou crítica da Confies, que representa as fundações de apoio em nível nacional, por ter sido deixada de fora do texto original. Esclarecer pontos Lima também negou que a minuta atual do Future-se seja vaga. Durante uma atividade do congresso sobre ensino superior, com a presença de representantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade de São Paulo (USP) e da Associação Nacional de Pós-Graduação (ANPG), ele ressaltou que o PL elaborado tem 45 artigos e altera 17 leis. "Existem ações que vão ser implementadas que não precisam estar escritas", explicou ele, mas dizendo que pode detalhar melhor alguns pontos caso haja dúvidas, como foi o caso das fundações. O Future-se, porém, foi alvo de questionamentos por parte dos demais participantes. O reitor da USP, Vahan Agopyan, por exemplo, classificou o documento do Future-se como um "conjunto de ideias", e não uma "proposta". Segundo ele, esse conjunto tem ideias que podem dar certo para ajudar as universidades federais, mas o reitor da USP disse que a autonomia das instituições não pode ser reduzida. Agopyan ainda sugeriu que as federais poderiam se beneficiar do modelo das estaduais paulistas, que dependem diretamente de uma parcela fixa do ICMS de São Paulo e não estão sujeitas a contingenciamento do governo estadual. "Com isso nós conseguimos estabilidade. O reitor é obrigado a apresentar um Plano Plurianual", explicou ele, ressaltando que a autonomia é um "modelo vencedor" e foi chave nos últimos anos, quando a queda de arrecadação do ICMS levou a USP ao déficit orçamentário. "Graças à autonomia a Reitoria pode tomar medidas que uma autarquia não poderia tomar", disse ele sobre a natureza atual das federais, ressaltando que a liderança da USP entre as brasileiras nos rankings internacionais é um resultado da autonomia. Já a reitora da UFRJ, Denise de Carvalho, afirmou que "uma garantia de orçamento que não é contingenciado em nenhum nível faz com que as universidades possam se planejar". Sobre o Future-se, a reitoria afirmou que, "de um lado, há um grupo que quer repudiar qualquer que seja o programa", mas que "não foi isso que a UFRJ fez" ao anunciar que rejeitaria o Future-se. "Estamos aguardando resposta das nossas dúvidas, se o financiamento público está garantido", disse ela. Denise afirma que tem uma reunião agendada com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, nesta quinta-feira (22) para discutir a proposta. Flávia Calé, presidente da ANPG, ressaltou preocupação de que o Future-se possa aprofundar as desigualdades entre as instituições, já que a arrecadação de recursos que depende do mercado flutua conforme a economia. Segundo ela, em 2013 as universidades conseguiram um total de R$ 1,5 bilhão em captação própria, mas, com a crise econômica, esse total já caiu para R$ 700 milhões no ano mais recente. "Isso está ligado ao cenário econômico, da capacidade das empresas de investirem", afirmou a pesquisadora. O secretário do MEC, por sua vez, afirmou que o orçamento federal seguirá contemplando a manutenção das universidades e que o Future-se trata de "recursos adicionais". Segundo ele, as instituições que não aderirem não serão penalizadas e que o MEC "não vai fazer uma mudança abrupta". "Ninguém será penalizado, mas temos sanção positiva: quem aderir primeiro vai ser beneficiado primeiro", disse o secretário de Educação Superior.
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19/08 - MEC quer adotar novos critérios para repassar verba para universidades federais
Índice de governança do TCU também deve orientar as propostas do ministério. Fachada do Ministério da Educação, em Brasília Marcos Oliveira/Agência Senado O Ministério da Educação (MEC) quer adotar índices de pesquisa, empregabilidade e desempenho como critérios para alterar o repasse de recursos para universidades federais. O índice de governança medido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2018 também deve ser levado em conta na proposta do ministério. Na matriz orçamentária atual, 90% dos recursos são passados conforme o tamanho da instituição e 10% por eficiência. O governo quer mudar estes índices. Em 2018, o TCU fez um relatório de governança com 498 órgãos e entidades públicas, entre elas as 63 universidades federais. O relatório adota três eixos para avaliação: estratégia, accountability e gestão de riscos. "86% das instituições federais de ensino superior tem nota abaixo de cinquenta por cento e o índice vai de 0 a 100", afirma Arnaldo Barbosa Lima Junior, secretário de Ensino Superior do MEC. "Significa que vamos avaliar o desempenho. Quando maior o índice de governança, maior será a parte destinada a essas instituições", diz. Empregabilidade e Pesquisas Lima afirma que além deste critério, quer adicionar outros pontos na matriz de repasse de recursos: empregabilidade e patentes. A proposta, segundo Lima, é que as universidades que tiverem mais alunos empregados após a formatura deverá receber mais verba. Os critérios serão feitos considerando a realidade local, para não ter discrepância entre as regiões do país. Sobre as patentes, Lima afirma que as pesquisas que têm mais aceitação no mercado já são "um grande indicador". "A visão é do desempenho. A educação é um bem público. Por ser um bem público, ela recebe subsídios da sociedade. Por que ela recebe subsídios? Porque ela gera externalidades positivas, seja em desempenho acadêmico, seja em pesquisa, seja empregabilidade. Quanto maior as externalidades positivas, maior os indicadores, maior será o ganho para a sociedade e o Brasil". Reunião com reitores A previsão, segundo Lima, é apresentar uma proposta para as universidades federais "dentro de dois ou três meses". Lima afirmou que irá se reunir nesta quinta-feira com reitores. Procurada pelo G1, a associação dos reitores das federais, a Andifes, diz que só irá se manifestar após o encontro com secretário.
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19/08 - Cortes de despesas na UFU são avaliados por professora e aluno que projetam reflexos negativos
Universidade anunciou mudanças que passam a valer na próxima semana. Pró-reitor disse que maiores reflexos podem ser sentidos no ano que vem. Veja o que será afetado. Universidade Federal de Uberlândia (UFU) divulgou medidas necessárias para contenção de despesas Reprodução/TV Integração Depois que a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) anunciou a suspensão de alguns serviços para conter gastos, a reportagem do MG1 foi ao campus Santa Mônica ouvir a opinião de integrantes da comunidade acadêmica sobre os reflexos. O pró-reitor de Planejamento e Administração, Darizon Alves de Andrade, também explicou sobre a crise enfrentada e as consequências práticas dos cortes (veja abaixo). Segundo a professora e coordenadora do escritório de Assistência Jurídica Popular da Faculdade de Direito Professor Jacy de Assis, Neiva Flávia de Oliveira, os serviços terceirizados que serão prejudicados fazem parte das demandas básicas do dia a dia da universidade. "Tirar os terceirizados, como nas áreas de limpeza, segurança e transporte, é fechar as portas do funcionamento de diversos setores essenciais da UFU, prejuízo para estudantes, professores e comunidade." Na UFU, o contingenciamento de recursos chega a quase R$ 40,5 milhões. Serviços básicos, estrutura, pessoal, pesquisa científica e bolsas serão afetados (veja lista abaixo). No final de abril, o Ministério da Educação (MEC) bloqueou parte dos recursos de 63 universidades e 38 institutos federais. Segundo o governo federal, a medida foi tomada porque a arrecadação está menor do que o previsto. Até agora, na UFU, o corte não tinha afetado diretamente os alunos. No entanto, para a professora, não há como a academia evitar as consequências do corte. “No nosso caso, por exemplo, prestamos serviços jurídicos gratuitos há 50 anos e atendemos mais de 100 pessoas por semana. Agora, sem os terceirizados, estamos em sério risco para continuar atuando pela comunidade”, acrescentou. Deslocamento Uma das alterações que afetam diretamente os estudantes é o deslocamento. Isso porque estão confirmadas a interrupção do serviço de transporte “Intercampi” intermunicipal e a redução do serviço de transporte “Intercampi” entre campus da mesma cidade em 70%. As medidas entram em vigor na próxima semana. Sobre isso, o estudante de Odontologia, João Victor Soares Pimentel, que utiliza o serviço, disse que boa parte dos alunos terá dificuldade para estudar. “Alguns cursos dependem do deslocamento entre diferentes campi. Alguns alunos moram longe e precisam deste transporte.” Segundo ele, estes alunos não têm condição de gastar com transporte diário. “Imagina se tiverem que gastar com transporte por aplicativo, por exemplo? É completamente inviável”, questionou. Novos horários Foi informado pela universidade os novos horários disponíveis, a partir do dia 26 de agosto, do transporte Intercampi. Confira: Santa Mônica para Umuarama - 12h30 (dois ônibus) Umuarama para Santa Mônica - 12h30 (dois ônibus) Santa Mônica para Glória - 6h30 (um ônibus) Santa Mônica para Glória - 7h30 (um ônibus) Glória pra Santa Mônica - 18h30 (dois ônibus) Umuarama para o Glória - 6h30 (um ônibus) Glória para Umuarama - 18h30 (um ônibus) Reitoria O pró-reitor de Planejamento e Administração, Darizon Alves de Andrade, justificou os motivos e informou que a universidade está fazendo o possível para que os cortes não afetem as salas de aula. “Se a situação não melhorar, as consequências podem ser sentidas no ano que vem, como fechamento de serviços básicos e risco de não encerrar o semestre”, afirmou. Prejuízos A UFU confirmou também a suspensão temporária de 100% do contrato de lanches e a redução do quadro de estagiários em 60% do quadro hoje existente. As medidas também afetarão os programas de bolsas. De acordo com a UFU, será temporariamente suspensa a implementação do "Programa Bolsas de Graduação - PBG" com início originalmente previsto para setembro 2019. Também foi confirmada a suspensão do pagamento de bolsas de iniciação científica relativas a contrapartida da UFU para com a Fapemig a partir de setembro/2019. Um programa com duzentas bolsas de graduação foi adiado até que haja sinalização de retomada de recursos pelo governo federal. Veja lista das medidas divulgada pela reitoria 1. Redução em 50% da quantidade de postos de trabalho nos contratos de mão de obra; (cerca de 1.000 novos desempregados diretos); 2. Suspensão temporária de contratos de prestação de serviços por demanda tais como: serralheria, pintura, forros e dry wall, pisos, vidraçaria, persianas, divisórias, vidros, chaveiros e outros; 3. Interrupção do Serviço de transporte “Intercampi” intermunicipal; 4. Redução do Serviço de transporte “Intercampi” entre campus da mesma cidade, em 70% em relação ao serviço oferecido atualmente; 5. Suspensão de viagens de ônibus/carros a destinos cuja distância de Uberlândia seja superior a 500 Km; 6. Suspensão imediata do pagamento de subsídio do quilômetro rodado por parte da PROPLAD; 7. Suspensão temporária de 100% (cem por cento) do contrato de lanches; 8. Redução do quadro de estagiários em 60% (sessenta por cento) do quadro hoje existente; 9. Suspensão temporária da implementação do "Programa Bolsas de Graduação - PBG" com início originalmente previsto para setembro 2019; 10. Suspensão do pagamento de bolsas de iniciação científica relativas a contrapartida da UFU para com a Fapemig a partir de setembro/2019.
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19/08 - Prouni 2019 encerra inscrição para bolsas remanescentes nesta segunda (19)
Prazo vale para alunos que ainda não estão matriculados na instituição de ensino. Aqueles que já são alunos da universidade têm até 30 de setembro para se inscrever. Bolsas remanescentes do Prouni recebem inscrições até esta segunda-feira (19) Pixabay O Programa Universidade para Todos (Prouni) só aceitará inscrições para bolsas remanescentes até esta segunda-feira (19), no site http://siteprouni.mec.gov.br/. O prazo refere-se a alunos que não estão matriculados na instituição de ensino em que pleiteiam a bolsa de estudos. Para participar, é necessário: ser professor da rede pública de ensino; OU ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com nota superior a 450 pontos, desde que não tenha zerado na redação. Para aqueles que já estão matriculados na universidade em que querem se inscrever, o prazo é diferente: até 30 de setembro. Bolsas parciais e integrais O Prouni oferece bolsas de estudo integrais e parciais em instituições privadas de ensino superior. Para concorrer às integrais, o candidato deve ter renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Já para as parciais, que cobrem 50% dos custos, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.
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19/08 - Israel: brasileira cria curso de hebraico online para recém-chegados e fãs do Velho Testamento
Natural do Rio de Janeiro, Miriam Gottlieb vive em Israel e decidiu criar um curso para ensinar o hebraico pela internet para falantes de português. A professora carioca Miriam Gottlieb Treistman criou um curso de hebraico online, com parte das videoaulas liberadas gratuitamente, como a de introdução ao alfabeto hebraico Daniela Kresch/RFI Brasil A professora carioca Miriam Gottlieb Treistman passa os dias fazendo o que mais gosta: ensinando hebraico, língua pela qual se apaixonou desde criança. Há 12 anos morando em Israel, Miriam criou um curso de hebraico online, o Hebraico Simples, para quem quer aprender do zero, sem sair de casa, a língua da Bíblia. A ideia saiu do papel depois que Miriam trabalham em uma empresa de aplicativos para ensino de línguas. Foi aí que decidiu juntar seu amor pelo hebraico à tecnologia de ensino online, criando um curso com aulas curtas e objetivas. “O curso é um curso de vídeo-aulas, ele é 100% online”, explica Miriam. “A pessoa faz a inscrição e recebe acesso a todas as aulas do curso, além das vídeo-aulas, de dez minutos. Quais são as vantagens das vídeo-aulas? São muito mais objetivas. É muito difícil se concentrar por mais de 10 minutos em um vídeo, por mais que ele seja interativo", explica. Originalmente, Miriam não pensava em aparecer nos vídeos, mas ela entendeu que a figura de uma professora real, que conversa, didaticamente, era fundamental para criar empatia e atrair a atenção de alunos potenciais. Agora, ela lida com uma comunidade inteira de alunos virtuais. Diariamente, a professora interage com os internautas através de seu site. “Tenho contato com os alunos através do fórum do curso. Depois de cada aula tem um fórum, onde as pessoas me escrevem e tiram dúvidas”, diz a professora. Segundo ela, as reações são "animadoras". “Sempre fico muito emocionada, porque me mostra que eu fiz um curso que funciona, que as pessoas aprendem, se emocionam, se apaixonam pelo hebraico e que eu estou no caminho certo.” Videoaula que ensina o alfabeto em hebraico com foco no público brasileiro Reprodução/Hebraico Simples Muitos chegam ao país sem falar a língua O Hebraico Simples criado por Miriam e seus sócios têm como principal público-alvo brasileiros que pretendem ou já tomaram a decisão de se mudar para Israel. Só nos últimos três anos, mais de 2.000 brasileiros optaram por morar em Israel, se somando a outros 12.000 que já viviam no país. Os brasileiros ainda representam uma comunidade pequena entre os nove milhões de israelenses, mas vem crescendo com o tempo e muita gente chega sem falar uma só palavra da língua local. “Pessoas que querem morar em Israel ou que já moram e não têm hebraico para se comunicar no dia a dia são as mais interessadas. Por isso criamos um curso que ensina coisas muito básicas da língua. Assim elas podem se comunicar no supermercado, no médico, situações que deixam as pessoas bem frustradas quando não sabem a língua”, explica Miriam. Velho testamento Há um outro público que Miriam identificou e que demanda um outro tipo de hebraico: o do Velho Testamento, a Bíblia Judaica. Esse grupo quer ler as escrituras em sua língua original, sem influências de traduções para outros idiomas. Não é nada fácil, porque o hebraico bíblico, apesar de usar o mesmo alfabeto e muitas das palavras do moderno, tem uma gramática complicada. Afinal, trata-se de um livro de mais de 2.000 anos de idade. Para esse grupo, Miriam está prestes a lançar um curso específico, com aulas filmadas nos locais onde as histórias bíblicas se passaram, como Jerusalém, Jafa e Tiberíades. “É um curso que muitos dos nossos alunos vinham pedindo para gente, porque querem aprender hebraico para ler a Bíblia no original, sem influências de nenhuma tradução. Todas as traduções, a gente sabe que sempre carregam, de certa forma, a visão do tradutor", explica. "Ele tem que definir quais são as palavras que vai usar e quando você lê um texto, qualquer que seja, ainda mais o texto da Bíblia, tão antigo, no seu idioma original, você consegue chegar a significados muito mais profundos, entendendo as palavras”. Mudar para Israel também não foi nada fácil para Miriam. Ela já sonhava em morar no país, mas também passou pelo conhecido choque cultural da mudança. Mesmo falando hebraico fluente, ela teve que se adaptar aos costumes e ao jeitinho israelense de ser, mas encara tudo isso com muita paciência e boa vontade. “Na verdade, vejo muito mais coisas parecidas do que diferentes entre o brasileiro e o israelense”, observa Miriam. “O israelense é um povo extremamente caloroso, que convida pessoas para suas casas, é um povo que quer ajudar", declara. "Podemos falar das dificuldades que os imigrantes passam e do fato do israelense ser um povo bem objetivo e às vezes muito ríspido, grosseiro. Existe esse lado, mas eu consegui me cercar de pessoas que eu acho, são muito legais”.
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18/08 - Gestão compartilhada com PM é aprovada em três de cinco escolas públicas do DF onde houve votação no sábado
Colégios de Taguatinga, Itapoã e Núcleo Bandeirante aprovaram militarização; Gisno e CEF 407, de Samambaia, não acolheram proposta. Pleito terminou às 21h. Estudante participa de votação para gestão compartilhada com PM em escolas do Distrito Federal Secretaria de Educação do DF / Divulgação Das cinco escolas públicas do Distrito Federal onde pais, alunos, professores e funcionários participaram da votação, neste sábado (17), para decidir sobre a gestão compartilhada com a Polícia Militar, três decidiram aderir ao projeto do GDF. Com esse resultado, já são oito instituições de ensino onde a administração é feita em conjunto entre as Secretarias de Educação e de Segurança Pública (entenda abaixo). Escolas do DF adotam modelo de gestão compartilhada com a Polícia Militar A votação terminou às 21h em quatro escolas e o resultado divulgado neste domingo (18). Apenas no Núcleo Bandeirante o pleito foi encerrado às 18h de sábado. A militarização foi aprovada no Centro de Ensino Fundamental 19 (CEF 19), de Taguatinga; no Centro de Ensino Fundamental 01 (CEF 01), do Núcleo Bandeirante e no Centro de Educação 01 (CED 01), do Itapoã. A comunidade escolar não aceitou a proposta no Centro de Ensino Fundamental 407 (CEF 407) de de Samambaia e no Centro Educacional Gisno, na Asa Norte. Como foi a votação CEF 19 (Taguatinga): 70,79% a favor e 29,21% contra CEF 01 (Núcleo Bandeirante): 53,97% a favor e 47,03% contra CED 01(Itapoã): 67% a favor e 33% contra CEF 407 (Samambaia): 58,49% contra e 41,38% a favor Gisno (Asa Norte): 57,66% contra e 42,33% a favor Pais, alunos, professores e funcionários participaram de votação sobre gestão compartilhada com PM nas escolas do DF Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília Na segunda-feira (19), de acordo com a Secretaria de Educação, "haverá conferência do quórum de votantes do segmento pais, responsáveis e estudantes". De acordo com a pasta, é necessário que 10% deles tenham participado. A secretaria também quer conferir se, por exemplo, os pais que têm mais de um filho na escola, apareceram mais de uma vez na lista. "O correto para aferição do quorum é constar apenas uma vez", diz o GDF. O que é Gestão Compartilhada Alunos do CED 7 de Ceilândia hastearam a bandeira no primeiro dia de gestão compartilhada com a PM Victor Gomes / G1DF O programa é de gestão compartilhada no ensino público do Distrito Federal começou em fevereiro de 2019, no governo de Ibaneis Rocha (MDB). Ele é destinado a alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e também aos estudantes do ensino médio. No modelo proposto pelo GDF, a parte pedagógica das escolas permanece a cargo dos professores, diretores e orientadores. Já a segurança – incluindo a entrada e a saída dos estudantes – fica com a Polícia Militar. PM intervém em briga de escola militarizada no DF; veja vídeo Mural com rosto de Mandela é apagado em escola que adotará gestão militar no DF Após repercussão, escola com gestão militar no DF refaz mural com rosto de Mandela De acordo com o governo, "os militares também trabalham no dia a dia dos estudantes com conceitos de ética e de cidadania, além de promoverem atividades esportivas e musicais no contraturno". Os estudantes são obrigados a adotar um padrão de corte de cabelo – curto para meninos e coque para meninas. Como uniforme, eles usam camisa branca e calça jeans. A previsão é de que o uniforme militar seja obrigatório, mas até agosto, as roupas ainda não tinham sido distribuídas. Escolas que aderiram à Gestão Compartilhada no DF Estudantes, pais e professores participaram de votação sobre gestão compartilhada com PM, no Gisno, no DF Secretaria de Educação do DF / Divulgação No primeiro semestre de 2019, quatro escolas públicas do Distrito Federal aderiram ao programa de gestão compartilhada com a Polícia Militar. Segundo a Secretaria de Educação, um total de 7 mil alunos passaram a a fazer parte do projeto. No segundo semestre, de seis escolas onde houve votação, quatro aprovaram a proposta. A primeira eleição foi no dia 10 de agosto, em Planaltina, quando pais, professores, funcionário e alunos do CED Estância III votaram pela adesão. Neste sábado (17), durante pleito em cinco colégios, outros três escolas escolheram participar, somando oito instituições até o momento. São elas: CED 01, da Estrutural CED 07, de Ceilândia CED 03, de Sobradinho CED 308, do Recanto das Emas CED Estância III, de Planaltina CEF 19, de Taguatinga CEF 01, do Núcleo Bandeirante CED 01, do Itapoã Ampliação da Gestão Compartilhada O GDF informou que pretende ampliar o modelo de gestão compartilhada com a PM nas escolas públicas. De acordo com a Secretaria de Educação, "o critério de escolha dos colégios tem como parâmetro o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), assim como ocorrências criminais nas regiões onde as instituições de ensino estão localizadas". No entanto, até a publicação desta reportagem não estavam definidas as datas e nem as próximas escolas onde deve ocorrer votação para implementar, ou não, o programa. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
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17/08 - UFU anuncia suspensão de diversos serviços para redução de despesas; confira áreas afetadas
Entre as medidas estão a interrupção do serviço de transporte “Intercampi” e suspensão temporária da implementação do Programa Bolsas de Graduação. G1 procurou o pró-reitor de Planejamento e Administração. UFU anuncia cortes em diversos setores e pro-reitor de Planejamento justifica motivos A Pró-reitoria de Planejamento e Administração (Proplad) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) divulgou um pacote de medidas a serem implantadas imediatamente para redução de despesas discricionárias. De acordo com a instituição, os ajustes são necessários para fazer frente ao bloqueio orçamentário definido pelo governo federal. Conforme o despacho, as ações serão implantadas imediatamente. O pró-reitor de Planejamento e Administração, Darizon Alves de Andrade, justificou os motivos e informou que a universidade está fazendo o possível para que os cortes não afetem as salas de aula (veja vídeo acima). Entre as medidas estão: redução em 50% da quantidade de postos de trabalho nos contratos de mão de obra; suspensão temporária de contratos de prestação de serviços por demanda tais como: serralheria, pintura, forros e dry wall, pisos, vidraçaria, persianas, divisórias, vidros, chaveiros e outros. Medidas também vão afetar os programas de bolsas Divulgação/ UFU Veja também: Servidores da Educação em Uberlândia paralisam atividades e fazem ato junto a entidades contra cortes do governo UFU anuncia cancelamento de mais de 230 bolsas de Iniciação Científica Pesquisas da UFU podem ser interrompidas com cancelamento de bolsas científicas UFU recebe R$ 12,9 milhões para bolsas de pesquisa e plano de internacionalização O serviço de transporte de alunos também foi afetado: estão confirmadas a interrupção do Serviço de transporte “Intercampi” intermunicipal; redução do Serviço de transporte “Intercampi” entre campus da mesma cidade, em 70% em relação ao serviço oferecido atualmente; suspensão de viagens de ônibus/carros a destinos cuja distância de Uberlândia seja superior a 500 Km; suspensão imediata do pagamento de subsídio do quilômetro rodado por parte da Proplad. A UFU confirmou também a suspensão temporária de 100% (cem por cento) do contrato de lanches e a redução do quadro de estagiários em 60% (sessenta por cento) do quadro hoje existente. As medidas também afetarão os programas de bolsas. De acordo com a UFU, será temporariamente suspensa a implementação do "Programa Bolsas de Graduação - PBG" com início originalmente previsto para setembro 2019. Também foi confirmada a suspensão do pagamento de bolsas de iniciação científica relativas a contrapartida da UFU para com a Fapemig a partir de setembro/2019. Corte de despesas na UFU No documento, a UFU informa, ainda, que aguarda informações sobre o desbloqueio do orçamento por parte do Ministério da Educação e que, assim que ocorrer, a situação será reavaliada, com a possibilidade de retorno parcial de serviços suspensos. UFU justifica cortes O Pró-reitor de Planejamento e Administração, Darizon Alves de Andrade, disse que profissionais estão acompanhando o cenário econômico e foi apontada a necessidade de cortes. As mudanças devem começar na próxima semana. “Fizemos uma primeira intervenção em junho para reduzir despesas, mas foi necessário fazer novamente. Então tivemos que tomar decisão sobre aquelas situações que conseguimos governar e controlar. Por exemplo, contratos por demanda”, disse. Ele também justificou que a universidade está fazendo o possível para que os cortes não afetem as salas de aula. “Para o restante do ano a orientação do reitor é que tomemos providências para minimizar a situação envolvendo as salas de aulas e laboratórios. Queremos chegar até o último dia do semestre com atividades sem alteração”, finalizou. Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Bárbara Almeida/G1
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17/08 - O mistério da histeria coletiva que afetou 39 estudantes na Malásia
Era uma manhã tranquila de sexta-feira quando o pânico se espalhou por uma escola em Kelatan, no nordeste da Malásia; BBC News conversou com Siti Nurannisaa, uma estudante de 17 anos, protagonista do que aconteceu. Era uma manhã tranquila de sexta-feira quando o pânico se espalhou em uma escola em Kelatan, no Nordeste da Malásia. Confira o relato da estudante Siti Nurannisaa, a primeira a sentir os "sintomas", à BBC News. Siti Nurannisaa, estudante de 17 anos, foi protagonista de ataque de histeria coletiva na Malásia Joshua Paul/BBC Os alarmes tocaram. Estava em minha mesa quase dormindo quando senti alguém batendo muito forte no meu ombro. Virei-me para ver quem era e a sala ficou escura de repente. O medo me invadiu. Senti uma dor aguda nas minhas costas e minha cabeça começou a girar. Caí no chão. Antes de que me desse conta, estava em "outro mundo". Cenas de pura violência. A coisa mais assustadora que vi foi um rosto maligno. Estava me assombrando, não consegui escapar. Abri minha boca e tentei gritar, mas nenhum som saiu. Desmaiei. Kelantan é o Estado mais religiosamente conservador da Malásia Joshua Paul/BBC O ataque de Siti desencadeou uma poderosa reação em cadeia que percorreu toda a escola. Em poucos minutos, alunos de outras salas de aula começaram a gritar, e seus gritos frenéticos podiam ser ouvidos pelos corredores. Uma menina desmaiou depois de afirmar ter visto a mesma "figura sombria". Sem saber o que acontecia, professores em pânico e estudantes montaram barricadas. De repente, a escola secundária parecia um cenário de guerra. Curandeiros espirituais islâmicos foram chamados para realizar sessões de oração em massa. Ao fim do dia, 39 pessoas foram consideradas afetadas por um surto de "histeria em massa". A histeria em massa, ou doença psicogênica em massa, como também é conhecida, é a rápida disseminação de sintomas físicos, como hiperventilação e espasmos, em um grupo considerável de pessoas – sem causa orgânica plausível. "Trata-se de uma reação coletiva ao estresse que leva a uma superestimulação do sistema nervoso", diz o sociólogo médico americano Robert Bartholomew. "Pense nisso como um problema de software." As razões por trás da histeria em massa são em geral pouco compreendidas e não estão listadas no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, usado por profissionais da área. Mas psiquiatras como Simon Wessely, do hospital King's College, em Londres, no Reino Unido, atribuem o fenômeno ao "comportamento coletivo". "Os sintomas apresentados são reais - desmaios, palpitações, dores de cabeça, náuseas, tremores e até convulsões", diz ele. "Muitas vezes o episódio é atribuído a uma condição médica, mas para o qual nenhuma explicação biomédica convencional pode ser encontrada." A transmissão, acrescenta, "é em grande parte devido a fatores psicológicos e sociais". Surtos assim foram registrados em diversas partes do mundo, com casos que datam da Idade Média. Incidentes na Malásia aconteceram principalmente entre trabalhadores de fábricas durante os anos 1960. Hoje, afetam principalmente crianças em escolas e internatos. Robert Bartholomew passou décadas pesquisando o fenômeno na Malásia. Ele chama o país de "capital mundial da histeria em massa". "É um país profundamente religioso e espiritual, onde muitas pessoas, especialmente as que vivem nos Estados rurais e conservadores, acreditam nos poderes do folclore tradicional e do sobrenatural", diz. Mas o assunto continua sendo delicado no país. Na Malásia, meninas adolescentes da maioria étnica muçulmana malaia são, normalmente, o grupo mais afetado. "Não há como negar que a histeria em massa é um fenômeno majoritariamente feminino", diz Bartholomew. "É a única constante na literatura (acadêmica)". Cercada por campos de arroz verdejantes, a pacata aldeia malaia de Padang Lembek se localiza nos arredores da capital de Kelantan, Kota Bharu. É uma comunidade pequena e coesa onde todos se conhecem, o tipo de lugar que faz muitos malaios relembrar como o país costumava ser. Há restaurantes comandados por famílias, salões de beleza, uma mesquita e boas escolas de bairro. Incidente em escola deixou Siti incapaz de dormir ou comer adequadamente Joshua Paul/BBC Siti e sua família moram em uma modesta casa térrea, facilmente identificável pelo telhado vermelho desgastado e pelo fachada verde. Do lado de fora está estacionada uma velha e robusta motocicleta que ela divide com sua melhor amiga Rusydiah Roslan, que mora nas proximidades. "Fomos com ela para a escola na manhã em que estava possuída por 'espíritos'", diz Siti. Como qualquer outro adolescente, ela também é afetada pelo estresse. Siti diz que se sentiu mais pressionada durante seu último ano letivo por causa das provas. "Estava me preparando há semanas, tentando memorizar minhas anotações, mas algo estava errado", diz ela. "Parecia que nada estava entrando na minha cabeça." O incidente na escola deixou Siti incapaz de dormir ou comer de modo adequado. Foi necessário um mês de descanso para ela pudesse voltar aos eixos. Um surto de histeria em massa geralmente começa com o que os especialistas chamam de "paciente zero", a primeira pessoa a ser afetada. Nesse caso, a paciente zero foi Siti. "Isso não acontece da noite para o dia", diz Robert Bartholomew. "Começa com uma criança e depois se espalha rapidamente para as outras por causa de uma exposição a um ambiente onde há muita pressão." Assim, basta um grande pico de ansiedade em um grupo, como ver um colega de classe desmaiar ou ter um ataque - para provocar uma reação em cadeia. Rusydiah Roslan nunca se esquecerá de ver sua melhor amiga naquele estado. "Siti estava gritando incontrolavelmente. Ninguém sabia o que fazer. Estávamos com medo de tocá-la." As garotas sempre foram muito próximas, mas os eventos do ano passado fortaleceram seu vínculo. "Isso nos ajuda a falar sobre o que aconteceu. Isso nos ajuda a seguir em frente", diz Rusydiah. Do lado de fora, o SMK Ketereh parece com qualquer outro colégio da Malásia. Árvores gigantescas fazem sombra sobre suas instalações e suas paredes têm camadas frescas de tinta amarela cinza e brilhante. Makcik (tia) Zan possui uma barraca do outro lado da rua onde vende pratos locais de arroz. Há um ano, naquela manhã úmida de julho, ela estava preparando comida, quando ouviu gritos. "Os gritos eram ensurdecedores", diz Zan, em meio a pratos de cavala grelhada, curry amarelo e arroz empapado fumegante. Ela viu pelo menos nove meninas sendo levadas para fora de suas salas de aula, chutando e gritando. Reconheceu algumas delas como suas clientes habituais. "Foi uma visão desoladora", diz ela. Mais tarde, Zen observou um feiticeiro entrar em uma pequena sala de oração com seus assistentes. "Ficaram lá por horas", lembra ela. "Tenho pena das crianças pelo que elas devem ter visto naquele dia." A segurança na SMK Ketereh foi reforçada desde o incidente de julho de 2018. "A fim de evitar que os surtos voltem a crescer, reestruturamos nosso programa de segurança e tivemos uma mudança na equipe", diz um membro da equipe à BBC, sob anonimato, por não estar autorizado a falar com a imprensa. Oração diária e sessões de psicologia também foram introduzidas no dia a dia dos alunos, acrescenta ele. "A segurança vem em primeiro lugar, mas também sabemos da importância do cuidado posterior para nossos alunos". Não está claro o que essas sessões envolvem ou se foram concebidas por profissionais de saúde mental. O funcionário não deu mais detalhes. Especialistas como Robert Bartholomew defendem fortemente que os estudantes malaios aprendam sobre o fenômeno, dada a sua prevalência no país. "Eles devem aprender sobre como a histeria em massa acontece e como ela se espalha", diz ele. "Também é importante que eles aprendam a lidar com o estresse e a ansiedade". Procurado pela BBC News, o Ministério da Educação da Malásia não respondeu aos pedidos de entrevista. A SMK Ketereh é uma das 68 escolas secundárias em Kelantan. Mas está longe de ser a única a ter testemunhado um surto. No início de 2016, a histeria em massa tomou conta de muitas escolas no Estado. "As autoridades não puderam lidar com os vários surtos e fechar todas as escolas", diz Firdaus Hassan, um repórter local. Ele e o cinegrafista de TV Chia Chee Lin se lembram de um abril tenso. "Era um período de histeria em massa e os casos estavam acontecendo sem parar, se espalhando de uma escola para outra", lembra Chia. Um episódio na cidade vizinha de Pengkalan Chepa atraiu uma atenção considerável da mídia. Alunos e professores foram descritos em relatórios como "possuídos" depois de verem uma "figura escura e sombria" espreitando ao redor do complexo. Cerca de cem pessoas foram afetadas. Siti Ain, que estudou no SMK Pengkalan Chepa 2, diz que se lembrará da escola como sendo "a mais assombrada de toda a Malásia". "O pânico durou horas, mas demorou meses para que a vida voltasse ao normal", diz ela, agora com 18 anos. Siti nos mostra um local isolado ao lado de uma quadra de basquete. "Aqui foi onde tudo começou", diz, apontando para uma fileira de troncos de árvores. "Meus colegas de escola disseram que viram uma mulher idosa de pé entre as árvores". "Não pude ver o que eles viram, mas suas reações foram reais." O fascínio da Malásia por fantasmas existe há séculos e está profundamente enraizado na tradição xamânica e na mitologia popular do Sudeste Asiático. As crianças crescem ouvindo histórias sobre bebês mortos chamados toyol - invocados por xamãs usando magia negra - e outros fantasmas vampíricos aterrorizantes como os pontianak e penanggalan, espíritos poderosos e vingativos que se alimentam dos vivos. Árvores e locais de enterro são cenários comuns para esses contos misteriosos. Esses ambientes fomentam medos que, por sua vez, alimentam essas crenças supersticiosas. É difícil determinar o que realmente aconteceu naquele dia em Pengkalan Chapa 2, mas as autoridades não perderam tempo em atacar o que acreditavam ser a fonte do problema. "Vimos de nossas salas de aula quando os trabalhadores chegaram com serras elétricas para cortar as árvores", diz Siti Ain. "As árvores antigas eram lindas e foi triste vê-las sendo cortadas, mas entendi o porquê." Como muitos estudantes aqui, ela encara o que aconteceu naquele dia não como um surto de histeria em massa, mas como um evento sobrenatural. Mas isso não é um fenômeno restrito às escolas islâmicas em áreas profundamente religiosas. Azly Rahman, um antropólogo malaio que vive nos Estados Unidos, descreveu um episódio de histeria em massa em 1976, ocorrido em um internato que frequentou na cidade vizinha de Kuantan. "Foi um pandemônio", lembra ele. Tudo começou durante uma competição de canto quando uma aluna alegou ter visto "um monge budista sorridente" em cima de um dormitório. "Ela soltou um grito horripilante", diz. Exorcistas foram trazidos para realizar sessões em 30 meninas afetadas. "O papel deles era fazer a mediação entre os vivos e os mortos. Mas é importante para a sociedade de hoje procurar explicações lógicas por trás de tais surtos", diz Rahman. Siti Nurannisaa e sua família foram instruídos sobre a histeria coletiva para entender os acontecimentos de um ano atrás. "Qualquer pai se sentiria mal ao ver um filho sofrer", diz Azam Yaacob, pai de Siti. Ele diz que a filha nunca teve nenhum "problema psicológico". Após o incidente, eles buscaram ajuda de Zaki Ya, um curador espiritual com 20 anos de experiência. Em seu centro em Ketereh, ele nos cumprimenta com um sorriso caloroso. "Apa khabar, como você está?" Ele segue os ensinamentos do Alcorão, o livro sagrado do Islã, e também acredita no poder dos Jinn - espíritos da cosmologia do Oriente Médio e do Islã que "aparecem em uma variedade de formas e formatos". "Compartilhamos nosso mundo com esses seres invisíveis", diz Zaki Ya. "Eles são bons ou maus e podem ser derrotados pela fé." Escrituras islâmicas adornam as paredes verdes do centro. Garrafas de água benta estão empilhadas perto da entrada. Em um canto, perto de uma janela, uma mesa está repleta de objetos misteriosos - facas enferrujadas, pentes, orbes e até mesmo um cavalo-marinho seco. "Esses são itens amaldiçoados", avisa Zaki Ya. "Por favor, não toque em nada." Zaki Ya conheceu Siti Nurannisaa e sua família após o surto de 2018 na SMK Ketereh. "Tenho guiado Siti e ela tem ficado melhor com a minha ajuda", diz ele, orgulhoso. O curandeiro me mostra um vídeo de outra garota que diz ter tratado. As imagens mostram a menina debatendo-se descontroladamente no chão e gritando antes de ser contida por dois homens. Minutos depois, Zaki Ya entra na sala e se aproxima de sua paciente, visivelmente angustiada. Ele segura a cabeça dela e entoa versos islâmicos, e ela parece se acalmar. "As mulheres são mais dóceis e fisicamente mais fracas", diz ele. "Isso as torna mais suscetíveis à possessão espiritual." Em sua opinião, a saúde mental desempenha um papel importante em muitos dos casos, mas ele destaca o poder dos Jinn. "A ciência é importante, mas não pode explicar totalmente o sobrenatural", diz ele. "Os não crentes não entenderão esses ataques, a menos que aconteçam com eles." Um tratamento mais controverso vem de uma equipe de acadêmicos islâmicos em Pahang, o maior Estado da península da Malásia. Por um preço fixo de 8.750 ringgits malaios (cerca de R$ 8.330), o "kit anti-histeria" que eles oferecem consiste em itens como ácido fórmico, inalantes de amônia, spray de pimenta e "pinças" de bambu. "De acordo com o Alcorão, os espíritos malignos são incapazes de tolerar tais itens", diz Mahyuddin Ismail, que desenvolveu o kit com o objetivo de "combinar ciência e sobrenatural". "Nossos kits foram usados por duas escolas e resolveram mais de cem casos", diz ele. Não há evidências científicas para sustentar essas afirmações. O kit atraiu uma onda de críticas quando foi lançado, em 2016. Khairy Jamaluddin, ex-ministro da Juventude e Esportes, o descreveu como "marca de uma sociedade atrasada". "É uma superstição absurda e sem noção. Não queremos que os malaios permaneçam entrincheirados em crenças sobrenaturais." Mas os psicólogos clínicos, como Irma Ismail, da Universiti Putra Malaysia, não descartam o poder dessas crenças quando se trata de casos de histeria em massa. "A cultura malaia tem sua própria visão sobre o fenômeno", diz ela. "Uma abordagem mais realista é a integração de crenças espirituais com tratamento adequado da saúde mental." Se a Malásia é a "capital mundial da histeria em massa", Kelantan, na costa Nordeste, é o marco zero. "Não é coincidência que Kelantan, o Estado mais religiosamente conservador de todos os Estados da Malásia, também seja o mais propenso a surtos", diz Robert Bartholomew. Conhecido como o coração islâmico do país de maioria muçulmana, Kelantan é um dos dois Estados governados pela oposição conservadora do Partido Islâmico da Malásia (PAS). Ao contrário do resto do país, Kelantan segue o calendário islâmico - a semana começa aos domingos e termina às quintas-feiras. As sextas-feiras são dedicas às orações. "Este é um lado diferente da Malásia", diz Ruhaidah Ramli, um vendedor de 82 anos que trabalha em um mercado local. "A vida aqui é simples. Não é estressante como na (capital) Kuala Lumpur." Mas religião e crenças sobrenaturais estão relacionadas? O professor Afiq Noor argumenta que a implementação mais rigorosa da lei islâmica na escola em Estados como Kelantan está ligada ao aumento dos surtos. "Meninas muçulmanas malaias frequentam a escola sob rígida disciplina religiosa", diz ele. "Elas obedecedem a códigos de vestimenta mais rigorosos e não podem ouvir música que não é islâmica". A teoria é que tal ambiente restritivo poderia estar gerando mais ansiedade entre os mais jovens. Surtos semelhantes também foram relatados em conventos e mosteiros católicos em todo o México, Itália e França, em escolas no Kosovo e até mesmo entre líderes de torcida em uma cidade rural da Carolina do Norte. Cada caso é único – o contexto cultural é diferente e, portanto, varia de acordo com a situação. Mas, em última análise, trata-se do mesmo fenômeno. Os pesquisadores argumentam que o impacto de culturas estritas e conservadoras sobre os afetados pela histeria em massa é claro. Para psicólogos clínicos como Steven Diamond, os "sintomas dolorosos, assustadores e constrangedores" frequentemente associados à histeria em massa podem ser "indicativos de uma necessidade frustrada de atenção". "Os sintomas podem estar revelando algo sobre como esses jovens estão realmente sentindo por dentro, mas são incapazes ou não estão dispostos a se permitir conscientemente reconhecer, sentir ou verbalizar?" escreveu ele em um artigo de 2002 da revista científica Psychology Today. 2019 foi um ano tranquilo para Siti Nurannisaa. "Tudo está correndo bem. Tem sido um ano calmo para mim", diz. "Não vejo coisas ruins há meses." Siti perdeu o contato com grande parte de seus ex-colegas de escola depois de se formar na SMK Ketereh, mas isso não a incomoda - ela me diz que sempre manteve um pequeno círculo de amigos. Agora, está fazendo uma pausa nos estudos antes de ir para a universidade. No dia em que nos encontramos, Siti me mostra um microfone preto brilhante. "O karaokê sempre foi um dos meus passatempos favoritos", diz ela. Canções pop da americana Katy Perry e da malaia Siti Nurhaliza são as suas favoritas. Cantar ajudou a jovem a controlar seu nível de estresse após o incidente traumático, melhorando sua autoestima. "O estresse deixa meu corpo fraco, mas aprendi a administrá-lo", diz ela. "Meu objetivo é ser normal e feliz." Pergunto a Siti o que ela quer ser no futuro. "Policial", responde. "Eles são corajosos e não têm medo de nada."
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17/08 - Contingenciamentos vão afetar aulas a partir de agosto, dizem universidades
G1 entrou em contato com 68 instituições e recebeu respostas de 37 delas. Sem recursos e enfrentando cortes na verba desde 2015, as instituições estão planejando restrições ainda mais drásticas caso o orçamento não seja liberado. Contingenciamento do orçamento da Educação pode afetar aulas em universidades federais O contingenciamento do orçamento da Educação deverá afetar pesquisas e ações de extensão em ao menos 21 universidades federais neste segundo semestre. Se não for revertido, as aulas poderão ser suspensas a partir de agosto em nove universidades (uma em agosto, seis em setembro e duas em outubro). Outras sete não apontaram data, mas afirmaram que a situação está indefinida. Cinco universidades disseram que já tinham dívidas acumuladas ao fim de 2018 e nove preveem acumular dívidas até o fim de 2019, entre elas, a UFRJ, que já tinha R$ 283 milhões de saldo devedor em 2018 e deve terminar o ano com R$ 307 milhões no negativo. O levantamento foi feito pelo G1, que entrou em contato com 68 instituições (incluindo campi avançados) e recebeu respostas de 37 delas (leia mais sobre a metodologia abaixo). Sem recursos e enfrentando cortes na verba desde 2015, as instituições estão planejando neste segundo semestre restringir ainda mais suas ações, como o atendimento médico à comunidade em hospitais e clínicas de psicologia e nutrição, por exemplo, ou ainda suspender bolsas de extensão, cortar cursos voltados à comunidade, como os preparatórios para o vestibular e Enem, e até a capacitação de profissionais da educação básica, bandeira que está entre as prioridades do próprio MEC, de acordo com o documento Compromisso pela Educação Básica, lançado em julho. Entenda o corte de verba das universidades federais Contingenciamento na educação O Ministério da Educação foi alvo de dois contingenciamentos neste ano, determinados pelo governo federal como forma de enfrentar a crise econômica. Em março, foram bloqueados R$ 5,8 bilhões. Em abril, o MEC anunciou o bloqueio de 30% da verba das universidades e disse que poderia liberar o dinheiro se a economia fosse retomada ou a reforma da previdência fosse aprovada. Em julho, outro decreto bloqueou R$ 348,47 milhões da pasta. O corte, segundo o governo, foi aplicado sobre gastos não obrigatórios, como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realização de pesquisas. Despesas obrigatórias, como o pagamento de salários e aposentadorias, não foram afetadas. Nesta semana, reitores se reuniram com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, pedindo a liberação dos recursos. Eles afirmaram que o ministro sinalizou com a possibilidade de que o bloqueio comece a ser revertido a partir de setembro, segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), mas não estipulou uma data. Em meio ao cenário de escassez, o MEC lançou em meados de julho o programa Future-se, uma proposta para aumentar a autonomia financeira das universidades. O MEC afirma que o programa pode dar às instituições outras fontes de recursos além do orçamento da União, mas há críticas quanto aos efeitos das condições da proposta à autonomia universitária, além do uso de organizações sociais para fazer a gestão financeira. Ensino A falta de recursos poderá afetar o andamento das aulas no segundo semestre em nove das 36 universidades que enviaram respostas ao G1. Outras oito não apontaram data, mas confirmaram que o dia a dia dos estudantes está ameaçado. As aulas poderão ser suspensas nas seguintes universidades a partir de: Agosto: UFPR (fim de agosto) Setembro: UFAC; UFPE; UFFRJ; UFRRJ; Unipampa; e UFPel Outubro: UFG (Jataí) e UFRJ Pesquisa e extensão Segundo o levantamento do G1, 21 universidades disseram que terão as pesquisas afetadas: UFAC; UFSB; UFG (Jataí e Catalão); Unifal ; UFJF; UFTM; Unifei; UFV; UFSJ; Unifesspa; Univasf; UTFPR; Unila; UFRN; UFRGS; UFCSPA; UFPel; UFABC; UFT e Unifesp. A maior parte cita a falta de insumos para laboratórios. Na Unifei, por exemplo, vai faltar recursos para pesquisas que usam o liquefator de nitrogênio, que não pode ter sua manutenção realizada devido à falta de recursos. Pesquisas em áreas importantes, como eficiência energética e propriedades de materiais, também foram afetadas. Além disso, 20 universidades disseram que as atividades de extensão serão atingidas: UFABC; UFAC; UFCSPA; UFG (Catalão e Jataí); Ufop; UFPel; UFPR; UFRGS; UFRJ; UFRN; UFSB; UFSC; UFTM; UFV; Unifal; Unifesp; Unifesspa; Unipampa e Univasf. Eles citam: Os cursos de preparação para vestibulares e Enem (UFAC, UFPel e UFT); A assistência à saúde da comunidade (Unipampa, UFPel e UFG - Jataí); A suspensão de bolsas de extensão (UFG - Jataí e UFT); A reconstrução do restaurante universitário em Marabá e do hospital veterinário em Xinguara (Unifesspa); O desenvolvimento de startups (Unipampa); A capacitação para profissionais da educação básica (Unipampa); A orientação de vítimas de violência (UFCSPA); Na UFSC, todos os serviços serão suspensos. Para reverter a falta de recursos, as universidades apontam medidas que vêm sendo tomadas para evitar entrar no vermelho. Com pouco espaço no orçamento para mais cortes, as medidas apontadas são em itens como o corte de terceirizados, a economia de água e energia, suspensão de obras, alimentação (restaurante universitário), transporte e viagens. Dívidas Ao menos cinco universidades já entraram em 2019 com o saldo devedor. A Univasf afirma que fechou 2018 com R$ 4 milhões de dívidas, seguida por UFV (R$ 6 milhões); UFSC (R$ 11 milhões); Unirio (R$ 36,1 milhões) e UFRJ (R$ 283 milhões). Para 2019, dez universidades estão prevendo que poderão ficar no vermelho se os recursos não forem liberados pelo MEC. A situação é mais crítica na UFRJ, que estima fechar o ano com R$ 307 milhões em dívidas, seguida pela UFF (R$ 55 milhões), UFV (R$ 16 milhões), Univasf (R$ 10 milhões), Ufop (R$ 9 milhões), UFSB (R$ 6,2 milhões), UFG - Jataí (R$ 4 milhões), Unila (R$ 2,7 milhões), UFG – Catalão (R$ 2 milhões) e UFT (R$ 15 milhões). Metodologia As instituições que participaram do levantamento feito pelo G1 foram contatadas no começo de agosto por telefone e e-mail e responderam a um questionário que abordava cinco temas principais do contingenciamento: 1 - Ensino; 2- Extensão; - 3 - Pesquisa; 4 - Gestão; 5 - Dívidas. Havia perguntas fechadas e abertas. As respostas abertas foram posteriormente tabuladas a partir dos itens em comum. Em ensino, pesquisa e extensão, as perguntas eram direcionadas à continuação das atividades no segundo semestre caso não haja redirecionamento de verba para as instituições. As respostas foram separadas entre Sim, Não e Indefinido. Uma explicação de que tipo de atividade seria interrompida ou descontinuada também foi descrita. Sobre as questões referentes à gestão, as universidades puderam responder de forma espontânea e os denominadores comuns foram contabilizados pela reportagem. Serviços de limpeza, segurança e jardinagem foram contabilizados como "Terceiros" e a compra de livros, insumos e assinatura de periódicos foram consideradas dentro do grupo de "Materiais". "Transporte" se referem aos serviços próprios das universidades que frequentemente se movem entre os diversos campi dentro dos estados. Já "Viagens" é exclusivamente o deslocamento de alunos e professores para congressos. Nas respostas foram encontradas referências às viagens também como "passagens". Em "Energia" foi recorrente a referência à redução do uso de ar condicionado e elevadores nas instituições, mas nela entra também o uso mais racional deste recurso, além da diminuição no consumo de luz elétrica. Verba das 10 maiores federais para 2019 está comprometida com pagamento de servidores Rodrigo Cunha/G1 *Colaborou Luiza Tenente
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17/08 - Idosa realiza sonho e se forma em pedagogia aos 81 anos: 'Brincavam para eu fazer crochê'
Recém-pedagoga mora em Catanduva (SP) e trabalhava como merendeira. Após faculdade, sonho é fazer uma pós-graduação em psicopedagogia para poder dar palestras pela cidade. Thereza pegou o diploma de pedagogia em julho deste ano Arquivo Pessoal Diferente das avós “convencionais” que fazem almoço de domingo, bolos para o café da tarde e crochês, Thereza Mualla Alduino, ou Dona Thereza, como é chamada, trocou as atividades de avó por uma faculdade de pedagogia. Apoio da família e uma vontade incansável de estudar foram pontos importantes que fizeram a Thereza, de 81 anos, voltar para a sala de aula e se formar em pedagogia no final do mês de junho em Catanduva (SP). A festa de formatura será neste sábado (17). Ela começou a faculdade em 2015 ao ficar em 15º lugar no vestibular. Segundo ela, o sonho de se formar sempre existiu, mas só se concretizou depois de se aposentar. A idosa trabalhava de merendeira em uma escola da cidade e se encantava com as crianças e a vontade delas em aprender. “Eu me aposentei e pensei que não podia ficar parada. Então, fiz três anos de supletivo e conclui o ensino médio”, afirma. Ao relembrar o passado, dona Thereza explica que nunca parou de estudar. Antes de passar no concurso público para ser merendeira da escola, ela fazia aulas particulares, e depois que se aposentou, aos 70 anos, foi atrás de terminar os estudos. Depois do supletivo, ela contou ao G1 que fez três meses de um curso técnico de química, mas não terminou por causa da dificuldade da matéria. Com isso, começou outro curso técnico em administração de empresas e pegou o diploma no início de 2015. Foi então que começou a faculdade de pedagogia, onde convivia diariamente com pessoas mais novas e com quem compartilhava experiências. “Às vezes eles até falavam brincando para eu ir fazer crochê, mas eu não gosto disso, eu gosto de estudar”, conta. Thereza entrou na faculdade depois de se aposentar Arquivo Pessoal Dedicação Segundo a neta, Aline Alduino, a avó sempre gostou de ficar com as pessoas mais novas e nunca parou no tempo. Ela conta que a avó gosta de estudar, mas gosta mais ainda de pesquisar receitas e assuntos interessantes pelo celular. “Ela é uma pessoa que gosta muito de ficar entre os jovens. Gosta de estar por dentro e nunca parou no tempo. Tanto é que ela usa bastante o celular para procurar as coisas, como receitas e assuntos interessantes. Por mais que nunca faça a receita, gosta de estar por dentro”, conta a neta. Dona Thereza diz que tem facilidade para procurar as coisas no celular, mas quando tinha que fazer alguma atividade da faculdade no computador, quem ajudava era a filha que mora com ela. Aline ainda afirma a avó anotava tudo sobre as aulas no caderno e muitas vezes trocava o lazer pelos estudos. “Ela anotava tudinho. O caderno sempre muito completo. Não ia pra faculdade só para marcar presença. Além disso, quando gente chama ela para viajar e ela não vai. Chamar para ir em algum restaurante é muito difícil dela ir. Na faculdade nunca faltou um dia ”, conta Aline. Os estudos de dona Thereza não param por aí. Segundo a recém-pedagoga, ela tem vontade de fazer uma pós-graduação em psicopedagogia para poder dar palestras pela cidade. “Acho que eu não daria aulas, mas tenho muita vontade de dar palestras”, diz a recém-pedagoga. *Sob supervisão de Marcos Lavezo Veja mais notícias da região em G1 Rio Preto e Araçatuba
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17/08 - Final da Olimpíada Nacional em História na Unicamp reúne 1,2 mil; veja trajetórias das equipes
Torneio nacional, que chegou em sua 11ª edição neste ano, foi alvo de polêmica e saída de colégios militares em maio. 314 equipes de todo o Brasil participam da final da Olimpíada Nacional em História do Brasil, na Unicamp Alberon Lemos A final da 11ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), que acontece neste sábado (17) e domingo (18) na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), recebe 1,2 mil jovens de todos os estados do país. O G1 teve acesso a algumas histórias das equipes, que envolvem tentativa de bicampeonato, arrecadação de verba pelas redes sociais e um time de meninas da divisa com a Bolívia. Veja mais detalhes abaixo. Segundo a organização da ONHB, que registrou 73 mil inscrições para a edição de 2019, 314 equipes foram convocadas para a final. Elas chegaram nesta etapa após participarem de seis fases online durante maio e junho deste ano. Na mesma época, o Exército decidiu interromper a participação de alunos de colégios militares, após contestar o “conteúdo de algumas questões” e entender que a prova não atendia à “proposta pedagógica do sistema”. Prova sábado, medalha domingo Na manhã deste sábado, os competidores realizaram uma prova dissertativa no Ciclo Básico da Unicamp. Segundo a organização, as questões reuniram um conjunto de documentos com várias de manchetes de jornais do Brasil. Entre os assuntos apresentados estavam o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, o massacre no presídio do Pará e feminicídio. "São diversas situações que perpassam diferentes grupos da sociedade. Em uma questão, tiveram que elaborar um texto com título 'Violência, exclusão e banalidade do mal'. Tal conceito já havia aparecido nas fases online e foi retomado na final", explicou a ONHB. Os vencedores foram conhecidos neste domingo, em evento no Ginásio da Unicamp. Além da cerimônia, que os premiou com 15 medalhas de ouro, 25 de prata e 35 de bronze, houve ainda um show de rock. Veja abaixo a lista dos Estados vencedores: Rio Grande do Norte: 20 medalhas (4 ouros, 7 pratas, 9 bronzes) Pernambuco: 15 medalhas (3 ouros, 7 pratas, 5 bronzes) Ceará: 14 medalhas (2 ouros, 3 pratas, 9 bronzes) São Paulo: 12 medalhas (3 ouros, 2 pratas, 7 bronzes) Bahia: 4 medalhas (1 prata, 3 bronzes) Piauí: 3 medalhas (pratas) Minas Gerais: 2 medalhas (ouros) Goiás: 1 medalha (prata) Pará: 1 medalha (bronze) Paraíba: 1 medalha (prata) Rio de Janeiro: 1 medalha (ouro) Sergipe: 1 medalha (bronze) Fundamental e Médio participaram As equipes foram formadas por três alunos do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, ou de todos os anos do Ensino Médio, e um professor de história. A competição foi aberta para escolas públicas e particulares de todo o Brasil. A Região Nordeste registrou mais grupos na final, com um total de 243. Campinas tentou bicampeonato O Colégio Educap, de Campinas, busca neste ano o bicampeonato. A escola, privada, é a única do município na final e a expectativa é grande, contou o professor de história da unidade, Daniel Florence Giesbrecht. A equipe campineira é composta por três alunas do Ensino Médio e também é orientada pelo professor de história Marco Zambello. Equipe de colégio particular de Campinas é a única da cidade na final da Olimpíada Nacional em História do Brasil Lena Sá “Nossa vontade é que a escola consiga repetir as atuações dos anos anteriores. Chegar onde elas chegaram, estar entre as finalistas com tantos inscritos, já é uma conquista não só pra elas, mas também para Campinas”, apontou o professor. Uma das participantes já é ‘veterana’ da competição com cinco participações. Esta é a primeira que ela conquista uma vaga na final. “Estamos ansiosos”, pontuou o professor. “A Olimpíada tem esse ganho: ela não é só uma competição, ela faz os alunos quererem estudar. Os alunos se apaixonam pelo conhecimento”, afirmou o professor de Campinas. Arrecadação de verba em Pernambuco Cinco das 12 equipes da Escola de Aplicação do Recife (estadual), ligada à Universidade de Pernambuco, conseguiram completar a verba suficiente para a compra das passagens de Recife para Campinas na noite de quinta-feira (15). A ajuda veio principalmente através de um vídeo divulgado nas redes sociais, que teve 20 mil visualizações em dois dias. Equipes de Pernambuco fazem foto no Aeroporto do Recife antes de embarcarem para Campinas Alberon Lemos A viagem de duas das 12 equipes foi financiada pela própria Unicamp – uma por ser a melhor equipe do Nordeste e outra do Estado de Pernambuco. “Tivemos que conseguir 15 passagens de ida e volta no prazo de uma semana, porque nós só soubemos que o governo ia financiar cinco das dez equipes na última segunda-feira”, conta Alberon Lemos, professor de história da turma, que leciona a disciplina junto ao professor Deivison Freitas. “O pensamento desde o inicio deles era esse: só viríamos se conseguíssemos a passagem de todos. Com esse grande apoio de toda a sociedade recifense, nós conseguimos trazer as doze equipes pra final”, comemorou o professor de Pernambuco. Além da campanha nas redes sociais, o pedido de ajuda foi noticiado em programas de televisão e em jornais escritos da região. A equipe chegou em Campinas na sexta-feira (16). Essa é nossa 8ª participação na Olimpíada, ano passado conseguimos 4 medalhas: 3 de ouro e uma de prata”. Meninas do MT, na divisa com a Bolívia Representantes do Mato Grosso posam para foto no Observatório da Unicamp, um dia antes da final da ONHB Manuela Arruda Seis meninas da cidade de Pontes e Lacerda, na divisa com a Bolívia, representam Mato Grosso com duas equipes na final desta edição da ONHB. Todas são estudantes do Instituto Federal – Fronteira Oeste. A professora de história das equipes, Manuela Arruda da Silva, contou que elas tiveram que atravessar sete horas de estrada – 480 km – até a chegada em Cuiabá para entrarem no avião rumo a Campinas. “Quatro delas nunca tinham voado, nem conhecido uma cidade com tantos habitantes”, relatou a professora. As meninas foram preparadas por Manuela junto ao também professor de história Leonam Lauro da Silva com textos, vídeos e materiais escritos. Segundo ela, a maior vitória é o fato de as equipes terem chegado à final com tanta concorrência. “A gente fica muito feliz por fomentar o conhecimento crítico do ensino de história. A Olimpíada faz com que os estudantes tenham contato com as fontes e documentos históricos... faz os estudantes pensarem fora da caixa”, pontuou a professora do MT. Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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17/08 - Mais de 40 universidades de Portugal já aceitam o Enem para selecionar estudantes brasileiros
MEC anunciou nesta sexta que mais quatro instituições aderiram ao convênio, fazendo o número subir de 37 para 41 universidades. Fachada da Universidade Autônoma de Lisboa (UAL), uma das quatro instituições que passaram a aceitar a nota do Enem em agosto de 2019 Divulgação/UAL O número de universidades portuguesas que aceitam a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ultrapassou a marca de 40. Segundo anunciou o Ministério da Educação nesta sexta-feira (16), quatro novas instituições de ensino superior de Portugal aderiram ao convênio com o governo federal para que estudantes brasileiros possam ser selecionados para cursos de graduação por meio do exame. Assim, o número subiu de 37 para 41. O Enem 2019 será realizado nos dias 3 e 10 de novembro, e 5 milhões de pessoas estão com a inscrição confirmada, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Universidades de Portugal começaram a aceitar a nota do Enem em 2014 – a primeira instituição a aderir foi a Universidade de Coimbra, em maio daquele ano; em setembro, a Universidade de Algarve também entrou no convênio (veja abaixo a lista completa). Como fazer faculdade em Portugal com o Enem? Pelo convênio, cada universidade parceira define qual será a nota de corte do Enem para cada um de seus cursos. Cabe ao Inep conferir os resultados dos brasileiros que pleiteiam uma vaga no exterior. Até 2018, o Inep estima que pelo menos 1.200 brasileiros já ingressaram no ensino superior em Portugal por meio do programa. Universidades de Portugal que aceitam o Enem Universidade de Coimbra (26/05/2014) Universidade de Algarve (18/09/2014) Instituto Politécnico de Leiria (24/04/2015) Instituto Politécnico de Beja (10/07/2015) Instituto Politécnico do Porto (26/08/2015) Instituto Politécnico de Portalegre (08/10/2015) Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (09/11/2015) Instituto Politécnico de Coimbra (24/11/2015) Universidade de Aveiro (25/11/2015) Instituto Politécnico de Guarda (26/11/2015) Universidade de Lisboa (27/11/2015) Universidade do Porto (09/03/2016) Universidade da Madeira (14/03/2016) Instituto Politécnico de Viseu (15/07/2016) Instituto Politécnico de Santarém (15/07/2016) Universidade dos Açores (04/08/2016) Universidade da Beira Interior (20/09/2016) Universidade do Minho (24/10/2016) Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (24/03/2017) Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (05/04/2017) Instituto Politécnico de Setúbal (05/04/2017) Instituto Politécnico de Bragança (06/04/2017) Instituto Politécnico de Castelo Branco (22/05/2017) Universidade Lusófona do Porto (25/05/2017) Universidade Portucalense (26/07/2017) Instituto Universitário da Maia (26/07/2017) Instituto Politécnico da Maia (06/10/2017) Universidade Católica Portuguesa (22/01/2018) Universidade Fernando Pessoa (26/02/2018) Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (27/04/2018) Instituto Leonardo da Vinci (27/04/2018) Escola Superior de Saúde do Alcoitão (23/05/2018) Universidade Lusíada (23/05/2018) Universidade Lusíada-Norte (23/05/2018) Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (21/09/2018) Escola Superior Artística do Porto (29/10/2018) Universidade Europeia (20/12/2018) Instituto Universitário de Lisboa (16/08/2019) Universidade Autônoma de Lisboa (16/08/2019) Instituto Politécnico da Lusofonia (16/08/2019) Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa Leia mais sobre o Enem 2019 Enem 2019: saiba as principais datas da prova e para que ela serve
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17/08 - Veja dicas de como fazer uma boa redação para o Encceja
Professor de projeto de educação de jovens e adultos dá dicas para a prova que acontece em 25 de agosto; veja quais foram os temas da redação do Encceja 2018 do ensino fundamental e do médio. Quase 3 milhões de jovens e adultos estão inscritos para as provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que serão aplicadas em 25 de agosto pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). E uma das provas mais temidas é a de redação, obrigatória tanto para quem vai fazer o Encceja do ensino médio quanto o Encceja do ensino fundamental. Segundo o professor Giuliano Rossini, coordenador dos projetos sociais da Escola Bilíngue Pueri Domus, em São Paulo, e responsável pelo Projeto Aprender, que dá aulas de alfabetização para jovens e adultos, a redação do Encceja tem a mesma estrutura que a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "Acredito que a diferença esteja basicamente no nível de exigência. O Encceja foca em conhecimentos do cotidiano e interpretação de texto", explicou ele ao G1. ENCCEJA 2019: Veja como saber o local da provas ENCCEJA 2019: Veja o que estudar para as provas Tema da redação do Encceja Veja abaixo os temas que caíram nos últimos dois anos da prova regular: ENCCEJA ENSINO FUNDAMENTAL: 2018: "Possibilidades de uma alimentação segura para a população brasileira" 2017: "A importância da vacinação para a saúde pública" ENCCEJA ENSINO MÉDIO: 2018: "Os riscos do trabalho noturno para a saúde do trabalhador" 2017: "A questão da adoção de crianças e adolescentes no Brasil" Veja a prova de redação do Encceja do Ensino Médio Regular de 2017 Reprodução/Inep O que os corretores da redação do Encceja avaliam? De acordo com Rossini, além de escrever um texto dissertativo-argumentativo sobre os temas, a nota da redação vai varias segundo uma lista de competências e habilidades que os candidatos precisam demonstrar: domínio de linguagens compreensão de fenômenos enfrentamento e resolução de situações-problema elaboração de propostas Dicas para fazer uma boa redação do Encceja MANTER O HÁBITO DE LER: Segundo Rossini, o maior medo dos candidatos antes de começar a prova de redação é qual será o tema. Por isso, os estudantes que já têm o hábito de ler livros e acompanhar o noticiário estarão mais preparados para lidar com o assunto que aparecer na prova, já que, assim como o Enem, o Encceja, os temas costumam girar em torno de problemas atuais da sociedade brasileira. "O mais importante de tudo é estar sempre atento ao que acontece no Brasil", diz ele. "Sendo assim, fica a dica: leiam, pois quanto maior for o seu repertório, mais argumentos vocês terão para sustentar o ponto de vista defendido." - Giuliano Rossini (Colégio Pueri Domus) EXPOR UM PONTO DE VISTA: O professor explica que a redação só terá uma nota boa se o candidato conseguir "expor um ponto de vista a respeito de um tema polêmico, tendo como objetivo convencer aqueles que farão a leitura de seu texto". TEXTO NO FORMATO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO: Além disso, ele diz que um bom texto argumentativo sempre tem as ideias organizadas com clareza. "Seu texto deverá ter, no mínimo, três parágrafos: introdução, desenvolvimento e conclusão." FAZER UM RASCUNHO: "Por último, mas não menos importante, o rascunho é essencial para que o aluno avalie como vai ser sua redação, fazendo os ajustes necessários antes de entregar a versão final", recomenda ele. CONTROLAR O TEMPO: Além da redação, os alunos também precisam responder às questões objetivas das demais provas do Encceja. Por isso, Rossini diz que é preciso controlar o tempo para conseguir entregar o exame completo e garantir as notas mínimas para conseguir o certificado de conclusão. "Claro que cada aluno tem o seu ritmo, as suas próprias estratégias cognitivas e tudo isso deve ser levado em conta, mas acredito que 1h30 seja o tempo ideal para que o aluno se aproprie da proposta, organize suas ideias com clareza e finalize o texto", diz Giuliano Rossini. Initial plugin text
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16/08 - USP critica possível corte de bolsas do CNPq em setembro
Em comunicado, pró reitoria de pós-graduação diz que é "urgente" aumento no orçamento para garantir pagamento de bolsistas até o fim do ano. Ministro Marcos Pontes admitiu risco de bolsas congeladas a partir de setembro. Vista da Praça do Relógio e Prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo - Campus Butantã. Marcos Santos/USP Imagens A Universidade de São Paulo (USP) divulgou nesta sexta-feira (16) uma nota classificando como "inadmissível" que jovens pesquisadores sejam penalizados pela falta de financiamento de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O comunicado foi enviado pela Pró Reitoria de Pós-Graduação da universidade à comunidade acadêmica. No texto, a USP afirma que é "imperativo e urgente que o CNPq tenha seu orçamento suplementado para realizar os pagamentos de seus bolsistas e projetos até o final do ano". Veja abaixo a íntegra da nota. O Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou nesta que há risco de que as bolsas do CNPq fiquem sem pagamento já em setembro. Nesta quinta-feira (15), o órgão suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa. O déficit orçamentário do CNPq é de R$ 330 milhões, valor necessário para o pagamento das bolsas até o fim do ano. O órgão já usou 88% da verba disponível para pagamento de bolsas de pesquisa em 2019. Nota do CNPq sobre a suspensão de novos contratos de bolsistas Divulgação/CNPq Risco de congelamento de bolsas A afirmação sobre o risco do repasse não ocorrer em setembro foi feita em resposta a uma pergunta durante a coletiva de imprensa após a posse de Darcton Policarpo Damião como diretor interino do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). De acordo com Marcos Pontes, há uma negociação com os ministérios da Casa Civil e Economia, mas não há data. Ele disse que a liberação de recursos está na "mão da Economia e também da Casa Civil". “O Paulo Guedes me explicou que há uma previsão de injeção de verbas vindas de bancos, como a Caixa, e que vai priorizar a nossa demanda. A previsão é que até setembro isso aconteça, mas à frente nós aguardamos acontecer para tranquilizar sobre o assunto. Ainda assim, Paulo Guedes me deu sua palavra e eu confio”, disse. Durante o evento, Pontes disse ainda que estudava medidas caso a verba não fosse liberada pelas outras pastas e que não há previsão de um orçamento flexível para o próximo ano. “O orçamento vai continuar apertado e para o ano que vem já estamos nos planejando com base em situações como essa, para que a gente não passe por isso”. O ministro não informou se há previsão orçamentária ou se há risco, por exemplo, de novas reduções no número de bolsas. Veja a nota da Pró Reitoria de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo: "Há anos o CNPq vem perdendo seu protagonismo no cenário da pesquisa nacional por redução contínua do seu orçamento. A irregularidade no financiamento de importantes editais, como os INCTs, Universal, entre outros, tem afetado de maneira drástica a ciência, a tecnologia e a inovação no país. Nos últimos anos, o que se observa é o pagamento parcial de projetos, suspensão de editais ou a aprovação de projetos 'no mérito', mas sem a liberação de recursos. Desde o início do ano tem sido sinalizado pela agência que seu orçamento não seria suficiente para o pagamento de seus compromissos até o final do ano, e infelizmente, existe a possibilidade que isto se torne realidade a partir do mês de setembro. Durante este período as iniciativas de recuperação do orçamento foram incapazes de contornar este cenário catastrófico iminente, com consequências dramáticas sobre a ciência e tecnologia do país. Os primeiros reflexos negativos desse cenário já começam a ser notados com a suspensão da indicação de novos bolsistas em 15 de agosto corrente. É imperativo e urgente que o CNPq tenha seu orçamento suplementado para realizar os pagamentos de seus bolsistas e projetos até o final do ano. É inadmissível que milhares de jovens pesquisadores sejam penalizados pela interrupção do financiamento das inúmeras modalidades de bolsas em andamento. TODOS os esforços devem ser dirigidos para que essa situação se resolva rapidamente, garantindo a estabilidade do sistema de financiamento à pesquisa no país. O CNPq tem uma importância estratégica no desenvolvimento econômico e social do país, portanto, é imprescindível que tenha condições de reassumir seu protagonismo no financiamento de projetos de pesquisa. Esta ação deve ser acompanhada de maior sinergismo e complementaridade com o financiame nto de ações voltadas para a formação de recursos humanos de outras Agências Federais e Estaduais. O momento é de apoio ao CNPq, na busca de soluções emergenciais e estruturantes, para não comprometermos o desenvolvimento futuro do Brasil."
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16/08 - Unicamp teme corte nos pagamentos de 1,1 mil pesquisadores de mestrado e doutorado após restrições no CNPq
Universidade de Campinas tem 1.113 bolsistas de pós-graduação que correm risco de ficar sem vencimentos a partir de setembro, afirma pró-reitor de Pesquisa, Munir Skaf. Suspensão de novos contratos do CNPq foi anunciada nesta quinta e órgão confirma risco. Pesquisas da Unicamp financiadas pelo CNPq podem ser interrompidas devido a falta de verbas do órgão. Reprodução/EPTV A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) informou nesta sexta-feira (16) que teme corte nos pagamentos a bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Pró-reitor de Pesquisa, Munir Skaf falou ao G1 após anúncio de restrições no CNPq pela falta abertura de crédito suplementar para cobrir o déficit do orçamento de 2019 do órgão. O CNPq confirma o risco. "Esses 1.113 pesquisadores de pós-graduação correm o risco de ficar sem seus vencimentos a partir da setembro se não houver aporte orçamentário ainda este ano ao CNPq", afirma. Ao todo, 478 pesquisadores de mestrado e 635 de doutorado dependem de bolsas do CNPq na Unicamp. Além deles, outros cerca de 650 estudantes da graduação também têm contratos de iniciação científica. A suspensão anunciada pelo órgão afeta "bolsas destinadas via cotas às instituições que ainda não tinham sido preenchidas pela instituição". Segundo afirmou nesta quinta (15), "as já preenchidas e implementadas ficam garantidas". No entanto, a preocupação do pró-reitor se estende às remunerações, e o CNPq confirmou esse risco ao G1. Leia a nota na íntegra: "De fato, o orçamento do CNPq aprovado para este conta com um déficit de R$ 330 milhões na rubrica de bolsas, o que só permite o pagamento das bolsas em vigor até o próximo mês. Para garantir o pagamento dessas bolsas até o final do ano, é necessário um crédito suplementar, e não temos, ainda, essa definição por parte do Ministério da Economia. Sendo assim, nosso cenário continua sendo o de impossibilidade de pagamento das bolsas a partir de outubro." Ministro admite que bolsas do CNPq podem ficar sem pagamento em setembro O pró-reitor de Pesquisa na Unicamp, Munir Skaf alerta para riscos a bolsistas do CNPq da universidade Antoninho Perri/Unicamp O pró-reitor diz ainda que o plano do CNPq, segundo informado à Unicamp, é fazer um rearranjo e priorizar alguns casos. "O CNPq está tentando fazer um rearranjo interno para priorizar determinados pagamentos, como por exemplo os bolsistas que estão no exterior. Vai haver cortes se não houver uma reposição imediata de parte do orçamento que foi contingenciado de 2019. A situação é dramática, crítica", completa. Os pesquisadores trabalham com dedicação exclusiva na universidade, não têm outros empregos, ressalta Skaf. "O único meio de subsistência é a bolsa". A recomposição do orçamento deste ano se refere ao crédito suplementar de R$ 330 milhões. A liberação depende do Ministério da Economia, que informou ao G1, por nota, que o pedido feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) "permanece em análise na Junta de Execução Orçamentária (JEO), sem prazo para decisão sobre o pleito". Bolsas contingenciadas Em relação a novas bolsas, Skaf afirma que nove foram contingenciadas para graduação e outras nove para doutorado, no fim de julho. "Temos informações do CNPq que foram suspensas nove novas bolsas de doutorado referentes a um programa de inovação tecnológica com empresas (Programa DAI - Doutorado Acadêmico para Inovação)". Nesta quinta-feira o órgão informou que está "tomando as medidas necessárias para minimizar as consequências desta restrição". Nota do CNPq sobre a suspensão de novos contratos de bolsistas Divulgação/CNPq Sobre o contingenciamento, o Ministério da Economia disse que não vai comentar. "A Secretaria de Orçamento Federal/ME, de praxe, não comenta contingenciamentos internos, já que distribuí o limite orçamentário no nível do órgão setorial, a quem, por sua vez, cabe a distribuição interna." O pro-reitor de Pesquisa da Unicamp afirma que as restrições na operação do CNPq colocam em cheque todo o ecossistema de tecnologia e pesquisa do Brasil. "É um prejuízo enorme, porque a descontinuidade da pesquisa quebra toda a cadeia. Não é uma coisa que pode aguardar para o ano que vem. Não existe essa possibilidade porque os experimentos que estão sendo feitos em laboratórios são interrompidos quando faltam insumos, equipamentos e pagamento a alunos e pesquisadores que estão trabalhando nos projetos". Unicamp, em Campinas, teme contingenciamento do CNPq. Antoninho Perri/Ascom/Unicamp Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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16/08 - Ministro admite que bolsas do CNPq podem ficar sem pagamento em setembro
Déficit orçamentário do órgão é de R$ 330 milhões. Na última quinta (15), CNPq informou que novas bolsas foram suspensas para que fossem cumpridos compromissos com os pesquisadores que têm bolsa vigente. Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, participou de evento no Inpe em São José dos Campos (SP) TV Vanguarda/Reprodução O Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou nesta sexta-feira (16) que há risco de que as bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) fiquem sem pagamento em setembro. Ele disse que a liberação de recursos está na "mão da Economia e também da Casa Civil". O déficit orçamentário do órgão é de R$ 330 milhões, valor necessário para o pagamento das bolsas até o fim do ano. Nesta quinta-feira (15), o órgão suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa. Entenda o déficit orçamentário do CNPq A afirmação sobre o risco do repasse não ocorrer em setembro foi feita em resposta a uma pergunta durante a coletiva de imprensa após a posse de Darcton Policarpo Damião como diretor interino do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). O órgão aguarda recomposição de R$ 330 milhões para o pagamento das bolsas até o fim do ano. De acordo com Marcos Pontes, há uma negociação com os ministérios da Casa Civil e Economia, mas não há data. “O Paulo Guedes me explicou que há uma previsão de injeção de verbas vindas de bancos, como a Caixa, e que vai priorizar a nossa demanda. A previsão é que até setembro isso aconteça, mas à frente nós aguardamos acontecer para tranquilizar sobre o assunto. Ainda assim, Paulo Guedes me deu sua palavra e eu confio”, disse. O recurso é necessário para cobrir o déficit previsto pelo CNPq desde o ano passado, quando a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019 foi aprovada, para as bolsas. O conselho informou que já gastou 88% da verba disponível em 2019 para o pagamento de bolsas. Segundo os dados do Portal do Orçamento levantados pelo G1, R$ 690.618.881 já havia sido pago até a primeira semana de agosto – o total previsto até dezembro é de R$ 784.787.619. Durante discurso no evento, Pontes reafirmou o compromisso do Ministério da Economia, mas disse que estudava medidas caso a verba não fosse liberada. Disse ainda que não há previsão de um orçamento flexível para o próximo ano. “O orçamento vai continuar apertado e para o ano que vem já estamos nos planejando com base em situações como essa, para que a gente não passe por isso”. Pontes não informou se há previsão orçamentária ou se há risco, por exemplo, de novas reduções no número de bolsas. Nota do CNPq sobre a suspensão de novos contratos de bolsistas Divulgação/CNPq Sem novos contratos Apesar do ministro ter admitido que pode não haver pagamento das bolsas do CNPq em setembro, na última quinta-feira a entidade havia informado somente que suspendeu assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa por causa do déficit do orçamento de 2019. A medida seria para cumprir o compromisso com os pesquisadores que têm bolsa vigente. O órgão informou que as bolsas já preenchidas e implementadas estão garantidas e que a suspensão é para bolsas destinadas via cotas às instituições que ainda não tinham sido preenchidas pela instituição. As cotas são vagas de bolsas permanentes em cursos de pós-graduação de universidades brasileiras. Os orientadores dos cursos selecionam estudantes para seus programas de pesquisa e os indicam para receberem as bolsas. Em geral, quando um estudante conclui sua pesquisa e defende sua dissertação de mestrado ou tese de doutorado, o contrato de bolsa que ele tinha é encerrado e, em seguida, um novo estudante do programa pode assinar um novo contrato e passar a receber o valor mensal. Como as bolsas exigem um vínculo de exclusividade, os estudantes não podem atuar em outros empregos remunerados e, por isso, o valor mensal pago por agências de fomento como o CNPq é a única fonte de renda deles. Em julho, o CNPq mantinha 84 mil bolsistas, um número que flutua mês a mês, à medida que alguns contratos são encerrados e outros têm início. O CNPq procura manter, em média, 80 mil bolsistas. Porém, esse número deve começar a encolher a partir desta quinta, já que, pela decisão anunciada, nenhum novo contrato será assinado pelo conselho.
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16/08 - MEC prorroga prazo do Future-se para receber sugestões na consulta pública
Comentários poderão ser enviados até 29 de agosto. Programa pretende flexibilizar o financiamento do ensino superior alterando leis para que as instituições possam captar mais recursos, além dos repassados pelo governo. Consulta pública sobre o programa Future-se, do Ministério da Educação Reprodução/MEC O Ministério da Educação (MEC) prorrogou até 29 de agosto o prazo para receber contribuições na plataforma de consulta pública do programa Future-se, que pretende flexibilizar o financiamento do ensino superior alterando leis para que as instituições possam captar mais recursos, além dos repassados pelo governo. Até quarta-feira, o programa havia recebido 16.703 comentários em ao menos um dos pontos da proposta, de acordo com o MEC. Quase 50 mil pessoas se cadastraram na plataforma. A prorrogação foi feita a pedido do Sebrae, que será parceira do programa, e de reitores das universidades federais de São Carlos, Mato Grosso do Sul, de Lavras, e do Oeste do Pará. Para participar, é preciso se cadastrar com e-mail e CPF na plataforma de consulta. O MEC esclarece que a o processo envolve duas etapas: 1) o participante pode escolher três opções a cada capítulo: "totalmente claro", "claro com ressalvas" e "não está claro", e incluir comentários por escrito no fim de cada capítulo; 2) o participante pode ainda utilizar um campo de texto para fazer comentários gerais sobre o tema e ainda contribuir com propostas. Consulta pública do Future-se: envie suas propostas O que é o Future-se? O programa foi lançado em meados de julho. A proposta inicial prevê que as instituições poderão fazer parcerias público-privadas (PPP's), ceder prédios, criar fundos com doações e até vender nomes de campi e edifícios, como em estádios, entre outros pontos. A adesão é voluntária, mas as universidades que aderirem ao programa terão que cumpri-lo integralmente – e serão cobradas se não implementarem pontos específicos. Entenda o que já se sabe sobre o Future-se e o que ainda falta esclarecer O MEC afirma que o programa pode atrair cerca de R$ 100 bilhões às universidades. Segundo o ministério, os recursos virão da União, de fundos constitucionais, de leis de incentivos fiscais e depósitos à vista, de recursos da cultura e de fundos patrimoniais. A UFRJ já anunciou que não vai aderir ao programa porque, na visão da instituição, ele comprometeria a integridade administrativa, pedagógica, científica e patrimonial da universidade. O conselho que reúne as fundações de apoio às instituições de ensino superior e pesquisa propôs que o Future-se priorize contratos com estas entidades que já atendem as universidades, em vez de organizações sociais, como está previsto no projeto. O lançamento ocorre em meio ao contingenciamento de verbas das universidades, anunciado no fim de abril pelo governo. De acordo com a associação que representa os reitores das universidades federais, a Andifes, a medida atinge de 15% a 54% dos recursos que podem ser cortados das universidades federais. Com o programa, as universidades poderão: Celebrar contratos de gestão compartilhada do patrimônio imobiliário da universidade e da União. As reitorias poderão fazer PPPs, comodato ou cessão dos prédios e lotes; Criar fundos patrimoniais (endowment), com doações de empresas ou ex-alunos, para financiar pesquisas ou investimentos de longo prazo; Ceder os “naming rights” de campi e edifícios, assim como acontece nos estádios de futebol que levam nomes de bancos ou seguradoras; Criar ações de cultura que possam se inscrever em editais da Lei Rouanet ou outros de fomento. Soluções do mercado financeiro O Future-se, no modelo apresentado, se baseia em uma série de dispositivos do mercado financeiro. Segundo o MEC, essa “carteira de ações” inclui: Fundo de patrimônio imobiliário O MEC diz ter recebido R$ 50 bilhões em lotes, imóveis e edifícios da União. Esse patrimônio será convertido em um fundo, e os lotes, cedidos à iniciativa privada. A rentabilidade das construções volta para o fundo, que ficaria disponível para o financiamento. Como exemplo, o MEC citou um lote de 65 mil metros quadrados próximo à Ponte JK, um dos cartões-postais de Brasília. Microcrédito para startups O MEC quer incluir no financiamento universitário uma linha de “microcrédito produtivo orientado”. Segundo Lima, hoje, 2% dos depósitos à vista ficam no Banco Central, e já há linhas de crédito para microempreendedores e pessoas em vulnerabilidade. A ideia é estender o modelo para start-ups. Fundo soberano do conhecimento Segundo o MEC, todo esse dinheiro será gerido em um “fundo soberano do conhecimento”. O capital privado, além do investimento direto em cada instituição, poderia entrar nesse fundo, de onde seria redistribuído às universidades. Royalties, patentes, parques tecnológicos também aportariam dinheiro nesse fundo. O que diz a lei? O artigo 207 da Constituição Federal prevê que as universidades gozam de “autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial”. Isso significa que nem o MEC nem o setor privado podem, em tese, interferir nos planos de ensino, pesquisa e extensão determinados pelas reitorias. Já o artigo 213 define que as atividades de pesquisa, extensão e inovação nas universidades “poderão” receber apoio financeiro do poder público. Neste caso, o texto indica que o financiamento direto dessas atividades não é obrigatório.
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16/08 - Estudante do RS cria ferramenta para ajudar a resolver problemas relacionados à água em programa da Noruega
Aluno da UFRGS é o único brasileiro selecionado. Ele vai apresentar, na semana que vem, o projeto criado em parceia com dois alunos estrangeiros. Ferramenta online permite que as pessoas expressem dificuldades e soluções relacionados aos problemas com a água Reprodução Um estudante de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foi o único brasileiro selecionado para um programa de inovação na Noruega. Lucas Kehl, de 22 anos, vai apresentar em Oslo, na semana que vem, uma ferramenta criada para ajudar a solucionar problemas relacionados à água. Lucas montou o projeto em parceria com dois alunos – um do Paquistão e outro do Egito. Os três, juntamente com outros 24 jovens, foram selecionados para o Innovation Program - Young Sustainable Impact, organizado pela instituição norueguesa YSI. Ao todo, foram mais de 12,5 mil inscritos de 178 países. "[O programa seleciona] jovens do mundo inteiro para criarem oito startups. E cada uma dessas startups precisa estar conectada com um dos objetivos sustentáveis da ONU [Organização das Nações Unidas]. No início do ano, a gente participou de todo o processo. Eu me inscrevi e acabei sendo selecionado. Como sou aluno de Engenharia Ambiental da UFRGS, eu tenho envolvimento com essa parte mais ambiental, eu fui colocado na equipe junto com esses dois rapazes. A gente começou a trabalhar o tema água, que era o assunto que nos conectava", conta Lucas. A ferramenta criada pelos jovens consiste em uma plataforma online, onde as pessoas podem expor dificuldades que sofrem em relação à água ou soluções para esses problemas. Qualquer pessoa pode acessar o site e colaborar. "A gente está tendo bastante interação, as pessoas estão gostando da nossa ideia e isso está me deixando muito feliz. A nossa startup vai acabar ajudando de uma forma indireta a sociedade e na questão da água. A gente não está promovendo uma solução direta aos problemas. O que estamos fazendo é tentar fazer com que pessoas que tenham problemas achem de uma forma muito mais fácil, organizada e interativa, os provedores de soluções", afirma Lucas. Conforme o estudante gaúcho, o objetivo é expandir a plataforma e transformá-la em uma "comunidade pela água". "Vamos buscar fechar parcerias com ONGs e organizações. Iremos adicionar outras funcionalidades para nos conectar com outros setores da sociedade como, por exemplo, a Academia. Queremos coletar feedback dos usuários e aprimorar, para dentro de alguns meses, ter a plataforma oficial rodando". Lucas chegou à Noruega no último sábado (10). Pela primeira vez, ele conheceu os dois colegas de trabalho. Durante os próximos dias, eles vão participar de reuniões, tentar encontrar investidores, parceiros, e desenvolver questões que faltam para o projeto. "Objetivo é se conhecer ao vivo e desenvolver mais durante esse mês. No dia 23 agosto, vai ter o evento final onde nós vamos apresentar, pela manhã, o projeto para uma banca de investidores. À tarde, apresentamos em um evento público", conta. Como funciona a plataforma Na plataforma, já existem relatos no RS de problemas e soluções sobre o tema água Reprodução Ao entrar no site, o internauta pode escolher se quer reportar um problema ou uma solução. Depois, é só preencher um questionário informando se faz parte de uma empresa, ONG, governo ou é uma sugestão individual. É possível escolher uma categoria, como eficiência da água, inundações, vazamento, poluição, dentre outras. O mapa é global e as pessoas podem colocar questões do mundo todo. Já existem itens inscritos sobre o Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, há dois problemas relatados sobre a falta de qualidade da água/poluição e tratamento de água poluída. Mas, há também, a divulgação de projetos que ajudam a tornar o estado mais sustentável. Como um projeto em Pelotas, que consiste em uma esponja feita de materiais naturais, que ajuda na remoção de óleos nocivos que podem estar na água. "Qualquer pessoa com problemas, ou qualquer instituição que represente um grupo de pessoas, vai poder através da nossa plataforma, de forma acessível e gratuita, encontrar quem são as empresas e ONGs que oferecem a solução do outro lado", conta Lucas. Lucas conheceu na Noruega um dos colegas de equipe, o estudante do Paquistão Taha Sajid Alexandra Pálóczi/ Young Sustainable Impact
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16/08 - Métodos de alfabetização: entenda a diferença entre o fônico, o global e os demais
Debate sobre qual a melhor forma de ensinar a ler e a escrever é antigo. Na Política Nacional de Alfabetização (PNA), governo se aproxima do incentivo ao método fônico. Alfabetização: saiba as diferenças entre método fônico e método global Desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro, uma das questões discutidas na área da educação é a forma ideal para alfabetizar as crianças. Nos rankings mundiais, o Brasil ocupa posições ruins nas avaliações de leitura e escrita, como no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Para tentar solucionar o problema, dirigentes levantaram a possibilidade de mudar a concepção de ensino nas escolas. Novo documento sobre alfabetização Nesta quinta-feira (15), o Ministério da Educação (MEC) apresentou mais detalhes da Política Nacional de Alfabetização (PNA), publicada como decreto em abril. Segundo o documento, o Brasil não acompanha as evidências científicas na área da educação – e, por isso, não consegue cumprir o objetivo de ter todas as crianças alfabetizadas até os 8 anos. O objetivo do PNA é justamente mostrar as ideias mais atuais do processo de ensino-aprendizagem, para que as escolas, municípios e Estados possam optar por mudar suas diretrizes de ensino. Especialistas criticaram, porém, o fato de o caderno da PNA ser "muito genérico", o que impede que ele contribua com resultados efetivos na aprendizagem. A nova política não chega a mencionar explicitamente um método de alfabetização, mas expõe pilares próximos ao chamado "método fônico": consciência fonêmica: conhecer os fonemas (sons) das letras e saber usá-los instrução fonética sistemática: aprender a relação entre as letras e os sons fluência em leitura oral: saber ler com velocidade, de forma agradável desenvolvimento de vocabulário compreensão de textos O documento coloca que as crianças devem estar alfabetizadas, idealmente, no 1º ano do ensino fundamental. Discussão antiga O debate é atual, mas não novo: desde o final do século passado especialistas de diversas áreas do conhecimento – linguística, psicologia, pedagogia, sociolinguística – tentam responder à pergunta-chave: qual o melhor método de alfabetização? Até hoje, não chegaram a um consenso. Desempenho do Brasil em avaliações como o Pisa é insatisfatório Reprodução/Escola da Vila Em geral, há duas formas de enxergar o processo: pensar na língua como objeto cultural, sempre contextualizada e com sentido; ou ver a escrita como um sistema de códigos, que exige certo distanciamento para ser compreendido. São interpretações não necessariamente excludentes – uma pode complementar a outra. Mas alguns métodos optam por priorizar um desses aspectos. As antigas (mas ainda usadas) cartilhas, por exemplo, se aproximam mais de uma visão técnica do que de uma reflexão sobre o uso social da língua. Em resumo, veja abaixo quais são os principais métodos e entenda as críticas feitas a cada um: Métodos sintéticos Eles propõem que o foco seja analisar o sistema de escrita – começando pela letra, sílaba ou som. a) Alfabético: é o método mais antigo de alfabetização, segundo Magda Soares, professora emérita da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O aluno aprende os nomes das letras do alfabeto, entende como deve soletrar seu nome e, aos poucos, combina essas unidades para formar sílabas e palavras. É criticado por distanciar os alunos dos reais sentidos das frases. b) Fônico: o método fônico foi apresentado em uma versão preliminar da Política Nacional de Alfabetização, em março, e depois retirado do texto. No documento definitivo, detalhado na quinta-feira (15), não há a menção explícita ao método - e sim a pilares relacionados a ele, como a consciência fonêmica. Nesse caso, a unidade principal para aprender a ler e a escrever é o som (ou fonema) e a relação dele com as letras (grafemas). Primeiramente, as crianças aprendem os sons das vogais. Em seguida, o professor apresenta algumas consoantes, das mais simples (t, v, f) para as mais complexas (aquelas que possuem mais de um som, como “s”). Crianças repetem os sons em aula de alfabetização com método fônico Marcelo Brandt/G1 “Nós usamos brincadeiras de rima e cantigas para despertar a consciência fonológica das crianças. Na hora de chamar um aluno para entregar o caderno a ele, por exemplo, é feita uma brincadeira de separar o nome em pedacinhos: Fabi, ‘ffffa’ + ‘bbbi’”, afirma Alessandra Seabra, professora da pós-graduação em distúrbios de desenvolvimento na Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP) e autora de livros sobre o método fônico. Depois que a turma é apresentada aos sons, passa a conhecer as letras que representam esses fonemas. O “fff”, do nome “Fabi”, se escreve com a letra F. “Não vou colocar uma criança para aprender a ler e a escrever em um código que não conhece. Isso não significa que seja um processo mecânico. Só queremos que ela entenda que o ‘m’ tem som de ‘mmmm”, diz Seabra. A forma como é apresentada a associação dos sons com as letras pode variar. No Colégio J.R. Passalacqua (SP), por exemplo, os professores mostram um DVD com uma história gravada por atores de teatro. Cada personagem representa uma letra: a formiga é o “f”, o tatu é o “t”, a margarida é o “m”. Toda vez em que eles aparecem em cena, produzem o som desses grafemas. Depois, em sala de aula, as crianças veem desenhos da formiga, por exemplo, ao lado da letra F. Assim, vão aprendendo o som de cada letra. (veja o vídeo no início da matéria) Cartazes associam personagens a letras de suas iniciais, como "f" de "formiga" Marcelo Brandt/G1 Crítica 1: a falta de contexto O método fônico costuma ser criticado por se sustentar em uma unidade muito abstrata da língua: o som. E por supostamente ser descontextualizado. “O ponto negativo é exatamente tirar a criança de um lugar de compreensão que tenha a ver com a vida dela, onde ela poderia elaborar hipóteses sobre como o sistema de escrita funciona”, diz Cristina Nogueira, coordenadora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades (SP). Seabra rebate as críticas. “É possível usar o método fônico em contextos extremamente ricos. Por exemplo, já foi feito um trabalho com animais: cada bicho representava um fonema. O macaco era o ‘m’. Ele vai aparecer em uma história e, nessa lição, vamos falar sobre o fonema ‘m’”, diz. “O professor não vai apenas dizer que o som da letra M é ‘mmm’ e pronto.” Catherine Snow, especialista em desenvolvimento da linguagem infantil e professora da Universidade de Harvard, também defende a aplicação do método. “Há amplas evidências de que ensinar o som das letras é extremamente eficiente para a maioria das crianças, muito necessário para parte delas e prejudicial para nenhuma”, diz. “Além das explicações sobre os fonemas, as crianças precisam escutar histórias e escrever textos uma para as outras. Devem ser criadas oportunidades para trabalhar em grupo e para encontrar respostas para as próprias dúvidas", afirma Catherine Snow, de Harvard. Catherine Snow estuda sobre aquisição e desenvolvimento de linguagem na Universidade de Harvard Divulgação A estudiosa afirma que é errado caracterizar o método fônico como mecânico. "Ele é uma abordagem sistemática que ajuda as crianças a entenderem como as letras representam sons e, depois disso, a praticarem essa relação. Não há nada de mecânico em ensinar uma criança a tocar piano mostrando os sons de cada tecla do instrumento e a forma como são representados na partitura”, completa. Crítica 2: as letras que têm mais de um som Outra questão levantada pelos críticos do sistema fônico é a dificuldade de entender que certas letras podem produzir mais de um som: como o s em “casa” e “sapo”. Alessandra Seabra afirma que isso não prejudica a alfabetização – no início, segundo ela, é provável que as crianças escrevam “xapéu” ou “caza”. “Com o tempo, lendo os textos, elas exercitam a memória e se lembram de que chapéu é com ch. Não tem regra para isso”, diz. Snow, de Harvard, explica que a língua portuguesa não oferece dificuldades maiores para os alunos no método fônico. De acordo com ela, o inglês e o dinamarquês, por exemplo, têm “ortografias mais misturadas, em que a maioria das letras representa mais de um som”. “Ensinar a alfabetização em português, espanhol ou italiano pode acontecer em poucos meses. Inglês, em geral, leva de 2 a 3 anos”, diz. c) Método silábico: A palavra já explica - a pessoa vai ser alfabetizada por meio das sílabas, o famoso “ba-be-bi-bo-bu”. O professor começa apresentando as mais simples e depois segue para as complexas (como “tra”, “lha”, “nho”). Atividade da cartilha "Caminho Suave" estimula que aluno copie a família silábica do "x" Reprodução Aos poucos, a criança passa a montar palavras com as famílias silábicas que já aprendeu. Se ela já sabe, por exemplo, a família do “b”, pode formar: “O bebê babou”. A principal crítica a esse método é que ele limita o que as crianças podem escrever. Se elas desejarem redigir um bilhete para a mãe, com “Oi, te amo”, não vão conseguir fazê-lo sem ter aprendido as famílias do “t” e do “m”. Além disso, em geral, os textos usados nesse método são artificiais e distantes da realidade infantil. Cartilha "Caminho Suave" apresenta as sílabas relacionadas à letra "m" Reprodução No método silábico, há a crítica de que a criança fica impossibilitada de escrever palavras com sílabas que ainda não tenha aprendido Reprodução/Caminho Suave Métodos analíticos Há também os métodos analíticos, que pregam uma tendência contrária aos sintéticos: a criança percebe primeiramente o todo (como o texto), para depois olhar mais atentamente para as partes (palavras, sílabas, sons). A prioridade é a compreensão dos significados, sempre próximos ao universo infantil. Eles são criticados por supostamente não tratarem a escrita como um código e por se apoiarem na capacidade de memorização. a) método global: Tudo começa pelo texto. Só depois de o aluno ter um contato intenso com uma história é que o material será fragmentado em frases e palavras, para que os alunos identifiquem as partes decompostas. “A criança entende para que serve ler e escrever. E a partir daí, quando começa o processo de alfabetização, o professor utiliza o conhecimento que ela já tem para fazer intervenções e estimular o processo”, afirma Nogueira, coordenadora no Instituto Singularidades. Contação de histórias é dinâmica comum nos métodos analíticos Marcelo Brandt/G1 Além da preocupação em apresentar o texto como um todo, para só depois analisar suas partes, há também o cuidado de escolher gêneros próximos à realidade da criança. Podem ser histórias, parlendas ou adivinhas, que serão lidas e depois desmontadas. Não são usados textos “pré-fabricados” para a alfabetização, como os das cartilhas. Os críticos ao método afirmam que a exigência de memorizar as palavras não é sustentável a longo prazo. “A criança vai decorar como se escreve ‘casa’ logo no começo, mesmo sem saber o código. Vai cometer menos erros de ortografia no início, porque lembra que ‘chapéu’ é com ch. Mas, em poucos meses, não dará conta de tantas palavras, e começará a tentar adivinhar como escrevê-las. Sem dominar o código, passará a cometer os erros”, diz Seabra, defensora do método fônico. b) palavração e sentenciação: No primeiro caso, podem ser usados cartões que apresentem, de um lado, a palavra escrita, e do outro, uma gravura. As palavras não são decompostas em sílabas ou letras, e sim aprendidas por reconhecimento ou memorização. Também não há a preocupação em apresentar primeiramente os vocábulos mais simples para só depois partir para os mais difíceis. Assim como nos demais métodos analíticos, a preocupação central é apresentar a leitura com ênfase no significado das palavras, e não nos códigos. Na sentenciação, o princípio é o mesmo, com uma diferença: o foco é na compreensão das frases, e só depois nas palavras que as compõem. Aluna do 1º ano do ensino fundamental lê gibi durante o recreio Marcelo Brandt/G1 Lembrando que as escolas não precisam necessariamente seguir apenas um método. Podem, por exemplo, focar no ensino por sílabas, mas optar por textos relacionados ao universo infantil, sem as antigas cartilhas. E o construtivismo? Na discussão sobre alfabetização, tornou-se comum defender ou criticar o construtivismo. Mas é importante entender que ele não é um método, como o fônico ou o silábico, e sim uma filosofia sobre o processo de ensino-aprendizagem. Seus principais pilares são: valorizar os conhecimentos que os alunos já têm sempre considerar o universo sociocultural em que estão inseridos fazer avaliações constantes sobre o processo de aprendizagem, de forma flexível propiciar contextos de interação colocar o professor como mediador, que faz intervenções no processo de descoberta das crianças “Existe uma discussão ampla sobre qual seria o método associado ao construtivismo. O que precisamos considerar são os princípios dessa filosofia: as crianças elaboram hipóteses sobre a escrita, até chegarem ao sistema convencional”, diz Miruna Kayano, coordenadora do ensino fundamental I da Escola da Vila (SP). Na Escola da Vila, crianças são encorajadas a construir hipóteses sobre a escrita Divulgação/Escola da Vila Ao contrário do que aponta o senso comum, o construtivismo não prega que o mero contato com os textos faça com que os alunos aprendam a ler. “Não existe esse espontaneísmo. O que pregamos é que, em contato com o objeto e com a intervenção do professor, as crianças vivam o processo de aprendizagem. Cada uma em seu ritmo”, explica a coordenadora. Durante as aulas, a escola deve monitorar em que momento do processo de alfabetização cada aluno está: se já conhece as letras, se faz relações sonoras. Com base nas palavras que as crianças já sabem, são feitas análises para sistematizar a escrita. “Elas querem saber ler e escrever os nomes dos amigos, por exemplo. Então sorteamos quem vai sentar do lado de quem na roda. Essas atividades sistemáticas fazem sentido para a turma”, diz Kayano. Nomes dos colegas são usados para despertar o interesse pela alfabetização Reprodução/Escola da Vila O grau de dificuldade dos textos não vai aumentando progressivamente - desde cedo, a classe tem contato com histórias complexas e reais. “Ainda que não escrevam tudo corretamente, vão fazer um bilhete pedindo para os pais trazerem uma salada de fruta. Acreditando que podem escrever do jeito delas, vão aprendendo. Trabalhamos com textos conhecidos também, como o unidunitê. Pela memória, elas se lembram de como escrevê-los”, diz a coordenadora. Mas afinal, a culpa é do método? Dá para afirmar que o método é a causa principal do fracasso escolar no Brasil? Estudiosos de diferentes correntes de pensamento concordam em um ponto: o método é, sim, importante, por representar a forma como os professores atuarão em sala de aula e conduzirão o processo de aprendizagem. Mas não é possível dizer que é o verdadeiro vilão. No Brasil, não há, por enquanto, uma definição de qual deva ser o método obrigatório. Existem escolas que ainda usam apostilas, outras que se definem como “construtivistas” e que seguem processos analíticos. Há também colégios utilizando o método fônico - que, por mais que esteja sendo debatido atualmente, nada tem de novo. Nenhum se comprovou como o mais correto ou mais eficaz. “O método é um dos fatores determinantes e tem um peso significativo. Mas existem outros aspectos importantes: o estímulo que as crianças recebem em casa, a alimentação, o acesso a livros, a nutrição durante a gestação, a motivação para aprender a ler, o número de alunos em sala de aula. Não dá para ser reducionista e culpar o método”, explica Alessandra Seabra. É importante pensar também na formação dos professores. “Nem todos os cursos de pedagogia abordam a alfabetização com a profundidade necessária. O professor alfabetizador não é um técnico que vai aplicar um método. Precisa conhecer o sistema linguístico a fundo e a forma como as crianças aprendem”, explica a coordenadora Nogueira, do Instituto Singularidades.
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16/08 - Sem definição sobre crédito suplementar, CNPq suspende apoio para novos bolsistas
Ao G1, Ministério da Economia diz que ainda avalia pedido de crédito suplementar para cobrir o déficit de mais de R$ 300 milhões, feito pelo MCTIC em 1º de março. Sem resposta do governo federal sobre a garantia de abertura de crédito suplementar para cobrir o déficit do orçamento de 2019, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou, na tarde desta quinta-feira (15), que suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa. "O CNPq informa a suspensão de indicações de bolsistas, uma vez que recebemos indicações de que não haverá recomposição integral do orçamento de 2019", disse o CNPq em nota. "Dessa forma, estamos tomando as medidas necessárias para minimizar as consequências desta restrição". Nota do CNPq sobre a suspensão de novos contratos de bolsistas Divulgação/CNPq A recomposição, segundo informou o órgão ao G1, se refere ao crédito suplementar de R$ 330 milhões. Quem abre o crédito é o Ministério da Economia, mas, de acordo com o conselho, até a tarde desta quinta a pasta não havia dado garantias de que liberaria o reforço orçamentário. Ao G1, o Ministério da Economia afirmou, na noite desta quinta, que o pedido de crédito suplementar para o CNPq, feito em 1º de março e referendado em votação no Congresso Nacional em 11 de junho, ainda "permanece em análise na JEO [a Junta de Execução Orçamentária], sem prazo para decidir sobre o pleito." Esse recurso é necessário para cobrir o déficit previsto pelo CNPq desde o ano passado, quando a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019 foi aprovada, para as bolsas. Nesta semana, o presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras, se reuniu tanto com o ministro da Ciência e Tecnologia (MCTIC), Marcos Pontes, quanto com o Ministério da Economia para tratar sobre o assunto do déficit orçamentário de 2019 e da elaboração do orçamento para 2020. Com a suspensão de novas bolsas, o CNPq espera concentrar o que ainda tem garantido no orçamento de 2019 para cumprir o compromisso com os pesquisadores que têm bolsa vigente, mas, como mostrou o G1 neste domingo (11), com pouco mais de um terço do ano pela frente, resta ao conselho apenas 12% da verba prevista até dezembro. Bolsas vigentes estão mantidas "A suspensão é para bolsas destinadas via cotas às instituições que ainda não tinham sido preenchidas pela instituição. As já preenchidas e implementadas ficam garantidas", explicou o CNPq, em nota ao G1. As cotas são vagas de bolsas permanentes em cursos de pós-graduação de universidades brasileiras. Os orientadores dos cursos selecionam estudantes para seus programas de pesquisa e os indicam para receberem as bolsas. Em geral, quando um estudante conclui sua pesquisa e defende sua dissertação de mestrado ou tese de doutorado, o contrato de bolsa que ele tinha é encerrado e, em seguida, um novo estudante do programa pode assinar um novo contrato e passar a receber o valor mensal. Como as bolsas exigem um vínculo de exclusividade, os estudantes não podem atuar em outros empregos remunerados e, por isso, o valor mensal pago por agências de fomento como o CNPq é a única fonte de renda deles. Em julho, o CNPq mantinha 84 mil bolsistas, um número que flutua mês a mês, à medida que alguns contratos são encerrados e outros têm início. O CNPq procura manter, em média, 80 mil bolsistas. Porém, esse número deve começar a encolher a partir desta quinta, já que, pela decisão anunciada, nenhum novo contrato será assinado pelo conselho. Entenda o déficit orçamentário do CNPq
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16/08 - Caderno sobre política de alfabetização do MEC é 'muito genérico', dizem especialistas
Expectativa era de que a cartilha divulgada nesta quinta-feira (15) detalhasse decreto publicado pelo presidente no início de abril, quando trouxe os princípios da política de alfabetização. Especialistas falam em falta de clareza e efetividade. MEC divulga cartilha para orientar implementação de plano de alfabetização Após o Ministério da Educação (MEC) ter divulgado nesta quinta-feira (15) uma cartilha com orientações para prefeitos e governadores implementarem na prática a nova Política Nacional de Alfabetização (PNA), especialistas em educação avaliaram o documento como muito teórico e pouco efetivo. A expectativa era de que a cartilha detalhasse um decreto publicado pelo presidente Jair Bolsonaro no início de abril, que trouxe os princípios da política de alfabetização. O decreto prevê, entre outras mudanças, que o ensino infantil reforce as atividades de pré-alfabetização, e que haja esforço extra para concluir o ensino da leitura já no primeiro ano do ensino fundamental. Presidente- executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz se diz frustrada. “A frustração é que esse caderno não traz nenhum detalhamento. Ele não traz a clareza que a gente precisa para ter uma política pública capaz de trazer resultados. É um caderno que tem objetivos ainda muito genéricos não traz clareza não tem o desenho de política pública ainda”, disse. Nas 56 páginas, a cartilha divulgada dá ênfase, por exemplo, ao método fônico, que privilegia o som das letras no aprendizado, e afirma que “a alfabetização no Brasil deverá basear-se em resultados, evidências científicas”. As evidências, no entanto, não foram apresentadas no evento de divulgação da cartilha, que contou com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim e o ex-secretário de Educação e Cultura de Portugal, Nuno Crato. Eles saíram do evento sem falar com a imprensa. Alfabetização com o método fônico Fernanda Garrafiel / Editoria de Arte O documento com as orientações não havia sido divulgado anteriormente para os gestores, mas foi disponibilizado no site do MEC na manhã desta quinta. A secretária de Educação do Mato Grosso do Sul e presidente do Conselho dos Secretários Estaduais de Educação (Consed), Cecília Motta, por exemplo, disse que conheceu o documento na manhã desta quinta e que se não for possível tirar dúvidas até o fim do ano, será difícil implementar em 2020. "Acho que precisa de formação. Nem sempre a culpa é do professor, é ele que alfabetiza, mas as vezes ele não tem essa formação, ele não sabe, ele sai da universidade, ele faz um concurso público e quando entra numa sala de aula com 30, 25 crianças para alfabetizar, ele não tem esse domínio. Então, basicamente para mim, falta formação do educador, do professor", disse. Ministro da Educação, Abraham Weintraub (à esq), durante evento da da Conferência Nacional de Alfabetização baseada em Evidências (Conabe), nesta quinta (15). Mateus Rodrigues/G1 Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da Fundação Getúlio Vargas, lembra que é importante formar um consenso novo sobre alfabetização. “Eu sempre digo que método bom é aquele que o professor sabe utilizar. O que quer dizer que independentemente da abordagem que a gente selecione, é fundamental trabalhar com esse professor, dar uma formação sólida para esse professor, dentro da formação continuada em serviço para que ele alfabetize bem”. As novas orientações sobre alfabetização foram publicadas em 11 de abril, na cerimônia de 100 dias do governo Bolsonaro – a medida estava na lista de 35 prioridades para o período. Mas, passados quatro meses, elas ainda não foram implementadas em nenhum colégio. O documento, publicado na forma de um decreto, entrou em vigor imediatamente. O problema é que, sem instruções mais detalhadas, os secretários municipais e estaduais de educação não tinham como elaborar novas propostas de alfabetização para os colégios. Só a partir de agora é que um grupo de especialistas criado pelo MEC começa a definir o que vai mudar na prática e elaborar um guia para os professores em sala de aula. Mas, de acordo com o ministério, ainda não há prazo para essa mudança na alfabetização. Segundo a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) de 2016, mais da metade das crianças estão terminando o terceiro ano sem saber ler e com desempenho baixo em matemática. A avaliação testou dois milhões de alunos do ensino fundamental em todo o país. Weintraub fala em crime na educação O governo federal defende uma mudança radical no aprendizado, com um método único em todas as escolas. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que a medida é urgente. “No terceiro ano as crianças são avaliadas e metade não sabe escrever, não sabe fazer conta básica. Isso é mais do que um fracasso, é um crime. Pode ter ou não ter dolo, mas é um crime o que está sendo feito no Brasil. Crime. Falar que está tudo bem é mentira; ao mesmo tempo, falar que está tudo errado não é uma alternativa boa. O Brasil tem exemplos de sucesso”, disse, para depois deixar a cerimônia sem responder a perguntas dos jornalistas. O que é a Política Nacional de Alfabetização? A Política Nacional de Alfabetização é um decreto publicado em abril que prevê, entre outras mudanças, que o ensino infantil reforce as atividades de pré-alfabetização, e que haja esforço extra para concluir o ensino da leitura já no primeiro ano do ensino fundamental. Entre os objetivos do decreto publicado está cumprir a meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE). A meta, que entrou em vigor em 2014 e tem vigência até 2024, diz que todas as crianças devem ser alfabetizadas até no máximo o final do 3º ano do fundamental, ou seja, aos 8 anos de idade. A política também prioriza um método de ensino sobre os demais: o chamado método fônico, classificado no decreto como uma lista de "seis componentes essenciais para a alfabetização". Segundo especialistas ouvidos pelo G1, a criação de uma política nacional de alfabetização é positiva, mas a priorização de um único método pode levar à padronização do ensino, e o risco disso é limitar tanto as possibilidades de os professores ensinarem, quanto as possibilidades de os alunos aprenderem.
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15/08 - CGU aponta uso irregular de quase R$ 51 milhões do Fundeb em todo o país
Os repasses federais de um fundo bilionário da educação tem sido usado de forma supostamente irregular por diversos municípios brasileiros. CGU aponta uso irregular de quase R$ 51 milhões do Fundeb em todo o país Levantamento feito pela GloboNews, em parceria com a TV Globo, aponta que, somente entre 2018 e 2019, foram identificadas possíveis irregularidades na utilização de R$ 50,8 milhões oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). É o que mostram 27 auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) analisadas pela reportagem e que dizem respeito a cidades do Norte e Nordeste do país. Estados mais pobres recebem complementação federal para atingir o gasto mínimo por aluno. As investigações da CGU verificaram a utilização de repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Ministério da Educação, feitos para permitir que prefeituras atingissem o valor mínimo anual de investimento por aluno da educação básica, determinado por lei: R$ 3.238,52 em 2019. O que é o Fundeb? O fundo foi lançado em 2006 com o objetivo de aumentar investimentos na educação básica, mas vai expirar em 2020. Nessas 27 investigações, o CGU apontou uma série de irregularidades quanto ao uso dessa verba. Em uma de suas auditorias, por exemplo, o órgão de controle apontou que uma prefeitura do interior do Maranhão utilizou R$ 2.521.082,56 para pagar uma “empresa fictícia, cujos serviços não foram executados. Evidenciou-se ainda que a licitação que deu origem à contratação dessa empresa fora fraudada”. O que diz o MEC? Procurado, o Ministério da Educação afirmou que "a fiscalização e o controle quanto à aplicação dos recursos do Fundeb no âmbito dos estados e dos municípios competem aos tribunais de contas locais e ao Ministério Público dos estados", e que, "ao MEC, por meio do FNDE, compete o monitoramento quanto à aplicação" dos recursos. Esse monitoramento acontece por meio de um sistema online, o Siope, que, de acordo com o MEC, tem base "declaratória". Por isso, "a fiscalização e o controle só são exercidos diretamente para fins de realização de auditoria, inspeção e eventual punição, pelos tribunais de contas locais e pelo Ministério Público". O FNDE, então, faz "o imediato encaminhamento para o Ministério Público e para o tribunal de contas competente" sempre que "toma conhecimento de alguma denúncia de irregularidade" Leia a íntegra da nota do MEC: “A fiscalização e o controle quanto à aplicação dos recursos do Fundeb no âmbito dos estados e dos municípios competem aos tribunais de contas locais e ao Ministério Público dos estados, resguardada a competência do Ministério Público Federal, para os estados que recebem o aporte federal de recursos. Ao MEC, por meio do FNDE, compete o monitoramento quanto à aplicação, que é feito por meio do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), que capta as informações. Porém, o Siope é um sistema de monitoramento cuja a base é declaratória. Significa que a fiscalização e o controle só são exercidos diretamente para fins de realização de auditoria, inspeção e eventual punição, pelos tribunais de contas locais e pelo Ministério Público. Por essa razão, quando o FNDE toma conhecimento de alguma denúncia de irregularidade é feito o imediato encaminhamento para o Ministério Público e para o tribunal de contas competente. No exercício de suas atribuições, a fim de resguardar ao máximo a correta aplicação dos recursos do fundo, o FNDE desenvolve políticas de conscientização em relação à correta aplicação dos recursos, traz publicidade a todos os dados de recebimento e aplicação, de matrículas e coeficientes utilizados e de todas as demais informações necessárias, para que se tenha ampla publicidade em relação à política pública.”
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15/08 - USP sobe no ranking de Xangai das melhores universidades do mundo
A Universidade de São Paulo (USP) agora está entre as 150 mais bem avaliadas - em 2018, aparecia no bloco seguinte, de 151 a 200. Praça do Relógio, na Cidade Universitária da USP, em São Paulo Divulgação/USP A Universidade de São Paulo (USP), primeira universidade brasileira a aparecer na lista de melhores instituições do mundo no ranking de Xangai, subiu posições no quadro divulgado nesta quinta-feira (15), em relação ao ano passado. A USP agora está entre as 150 mais bem avaliadas - em 2018, aparecia no bloco seguinte, de 151 a 200. O Ranking Mundial Acadêmico de Universidades (ARWU, na sigla em inglês), da consultoria chinesa Shanghai Ranking Consulting, tem a particularidade de apresentar sequencialmente apenas as 100 primeiras colocadas. Depois, a partir de 101, a lista se divide em blocos de 50 ou 100, sem especificar o lugar exato de cada uma. Na sequência divulgada nesta quinta-feira, aparecem ainda outras cinco universidades brasileiras, que não mudaram de colocação em relação ao ano passado. São elas: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) e Universidade de Campinas (Unicamp), entre a 301ª e a 400ª posição, e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no bloco entre o 401° e o 500° lugar. O ranking é um dos mais respeitados do mundo, ao analisar cerca de 1 mil instituições do planeta e selecionar as 500 melhores. Na avaliação, seis critérios são considerados: o número de professores ou diplomados que venceram prêmios Nobel ou medalhas Fields (o Nobel da matemática), o número de pesquisadores mais citados nas suas áreas e as publicações nas revistas científicas Science e Nature. A classificação é criticada por excluir as ciências humanas e negligenciar os métodos de ensino, ao se concentrar apenas em parâmetros quantitativos. Americanas permanecem as melhores As universidades americanas continuam a dominar o ranking, com oito entre as 10 primeiras posições. A liderança é de Harvard, que ocupa a posição pelo 17º ano consecutivo. Vêm em seguida Stanford e a britânica Oxford. A primeira universidade francesa a aparecer é a Paris-Sud, na 37ª colocação, seguida pela Sorbonne, em 44º lugar. No total, 21 estabelecimentos franceses são citados na lista.
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15/08 - Teorema matemático é criado por estudante de curso técnico no interior do Rio
Camille Etiene é aluna do Instituto Federal Fluminense (IFF) em Bom Jesus do Itabapoana e criou o 'Teorema de Etiene'. Camille Etiene é estudante do curso técnico em Química do IFF em Bom Jesus do Itabapoana Divulgação/IFF Quando o assunto é matemática, não é difícil encontrar alunos que apresentem resistência ou dificuldade de entendimento da matéria. Essa era a realidade de Camille Etiene, de 16 anos, estudante do curso técnico em Química do Instituto Federal Fluminense (IFF) em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. A aluna, hoje, não só se declara apaixonada pela disciplina como também tem um teorema para chamar de seu: o "Teorema de Etiene". Em matemática, teorema é uma afirmação que pode ser provada como verdadeira, diferindo da teoria. Atualmente, a estudante do segundo ano recorda com alegria a satisfação de sua descoberta, realizada durante uma aula do primeiro ano do curso técnico, em 2018, quando estudavam funções quadráticas, que têm como gráfico a curva chamada parábola. Camille contou ao G1 que nem acreditou quando a experiência saiu do papel, justamente pela falta de afinidade com a matemática. "É muito bom dividir esse conhecimento. A experiência foi impressionante. Pelo simples motivo: eu era muito ruim na matemática e com ajuda do Leonardo Muniz, consegui criar esse Teorema", falou. O professor Leonardo explica que ensina aos alunos um esquema de cinco passos para o esboço da parábola. O último é a marcação do ponto P, que é o simétrico do ponto de intersecção da parábola com o eixo y (ponto (0,c)), em relação ao eixo de simetria da parábola, que representa o gráfico de uma função quadrática qualquer com raízes reais. “Enquanto fazíamos a lista de exercícios e discutíamos as perguntas, olhei para o quadro e vi que, para encontrar o ponto P, era só somar as raízes (os valores de x1 e x2)”, contou a aluna. Estudante percebeu que para encontrar o ponto P, era só somar as raízes (os valores de x1 e x2) Divulgação/IFF O professor concordou e, imediatamente, os colegas começaram a aplicar a ideia às questões já resolvidas. Identificaram que o argumento era válido e Leonardo chamou a atenção da turma para a prova, que é o processo de mostrar que o teorema está correto. "É simples, basta somar as raízes da função que encontrava o ponto da simetria da função (0,c). A descoberta foi de enorme alegria, tanto para mim, tanto para os demais. Quando eu levantei a mão para falar com o professor, sobre somar as raízes, ele tinha falado que era uma teoria, quando ele realizou a prova, foi provado o "Teorema de Etiene". E depois dali, enxerguei a matemática de um outro jeito", finalizou. A comemoração foi imediata, um momento de descoberta coletiva que mudou o modo como Camille e os colegas enxergavam a tão temida matemática: "A felicidade foi contagiando a sala toda", relatou a estudante. Etiene, que antes precisava de aulas particulares para superar os desafios da disciplina, hoje oferece auxílio aos que também têm dificuldades com os números e não só em matemática. "Fiquei muito boa nas matérias de exatas. Nas provas, eu estudava para mim e ajudava os colegas e com isso me senti muito especial", afirmou. Para o professor, presenciar o momento de aprendizado dos estudantes trouxe grande satisfação. "As turmas precisam desses momentos. Acho muito importante compartilhar conhecimento e isso aconteceu de forma mágica naquele dia. O "Teorema de Etiene" foi uma forma de humanização desses estudantes", recordou. Incentivo do docente Leonardo Muniz mudou a forma como Camille enxerga a matemática Divulgação/IFF Camille conta que sempre teve vergonha de fazer perguntas aos professores e, após a experiência em sala de aula, tem mais segurança para apresentar seus questionamentos não só em matemática, mas também nas demais disciplinas do ensino médio e técnico. Começou, ainda, a se interessar por Olimpíadas do Conhecimento, como a OBMEP, e já se prepara para as provas que pretende fazer. Segundo ela, as questões que antes pareciam "bichos de sete cabeças", agora são resolvidas com facilidade. O "Teorema de Etiene" mudou a vida de Camille e inspirou colegas, familiares e educadores. Um artigo sobre ele foi publicado na Revista do Professor de Matemática (RPM), periódico de prestígio entre os profissionais da área. "É um teorema bem simples, mas mudou minha visão e a visão de amigos. Foi muito importante para mim, minha família e amigos. Aproximou mais a turma e isso foi muito legal", concluiu. Perguntava pelo G1 sobre criar um novo projeto, a aluna não hesitou. "Se tiver oportunidade, por que não?", disse. Veja outras notícias da região no G1 Norte Fluminense.
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